Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Francisco Costa: Todo mundo é babaca ou Lula é limpo???


Se houve alguém investigado nesse país esse alguém tem nome: Luis Inácio Lula da Silva.
O grande sonho de consumo dos militares? Imputar ao sindicalista Lula algum crime, algum ilícito, para tirá-lo de circulação e aplacar os ânimos dos metalúrgicos do ABC, e as polícias Civil e militar não conseguiram, o DOI-CODI não conseguiu, o DOPS não conseguiu.
Candidato a presidente, pela primeira vez, todo o aparato midiático e de segurança nacional estava nas mãos dos adversários, que o investigaram, e nada.
Veio a eleição seguinte, a do estelionato do Plano Real, novas investigações, novas suspeitas, novas calúnias, e nada.
Veio a reeleição comprada, mais investigações, as mesmas acusações, e nada.
Outra eleição, o pavor não só da direita brasileira como internacional, farejando o risco de perder uma propriedade de 500 anos, investigações redobradas, necessidade urgente de desmoralizá-lo, e nada.
Governo bem sucedido, com os eternos deserdados do país conseguindo conquistas, a classe média na festa do consumo, a burguesada ganhando dinheiro a rodo e o pânico no império, a necessidade de retomar o poder, e nasceu o Mensalão.
De Joaquim Barbosa pode se dizer tudo, menos que não seja astuto, usuário de pouca ética e manobrador.
Pois Joaquim fez de tudo, o lícito e o ilícito, o moral, o imoral e o amoral, chegando aos amigos mais íntimos de Lula, vasculhando-lhe cada botão da cueca, rastreando, farejando como um cão faminto, e nada.
Reeleito Lula, o Mensalão teria que continuar, era preciso cassá-lo, execrá-lo, desmoralizá-lo, levá-lo ao impeachment, e o Mensalão se contentou com inocentes, a título de “domínio do fato”, porque contra Lula... Nada.
Segundo mandato terminando, moral lá em cima, popularidade a toda, capaz de fazer o sucessor, e as investigações, as mesmas suspeitas, as mesmas ilações, as mesmas calúnias, as mesmas investigações, e nada.
Nova eleição, Dilma Vana Roussef no poder, continuidade do projeto Lulopetista de soberania nacional com partilha social, e as baterias das calúnias, da maledicência, dos boatos, mudaram de direção, vasculharam até as latas de lixo da presidente, em busca de restos de documentos, notas fiscais, qualquer coisa capaz de imputá-la ladra, e nada.
Certos da absoluta honestidade de Dilma, fato notório, reconhecido até pelos seus detratores e investigadores, comentado, por eles, em declarações e entrevistas, havia que se buscar por vias indiretas, e apareceu Pasadena, com todos os assessores dela sendo ladrões, a filha, procuradora, portanto impedida de ter outra atividade, exceto o magistério, passou a ser dona de dezenas de empresas, sem que Joaquim Barbosa e milhares de Policiais Federais, o Ministério Público, ninguém percebesse.
E veio a campanha da reeleição, novamente necessário desconstruir Lula, e pariram a Lava Jato, escritório norte americano no Brasil. O alvo? Lula.
E chegaram na Odebrecht, a maior empreiteira da América Latina e uma das maiores do mundo, concorrente direta da empreiteira da família Bush, e sob os aplausos norte americanos começou o desmonte da nossa infra-estrutura.
Quando chegaram em Marcelo Odebrecht, amigo íntimo de Lula, de viagens, peladas e churrascos, a certeza: chegaram no Lula.
Arbitraria e covardemente, atropelando as leis e a dignidade, o juiz, promotor e garoto propaganda da operação Lava Jato, mandou que a polícia invadisse a empresa e apreendesse tudo: computadores, anotações contábeis, agendas particulares, recibos, bilhetinhos... Quebraram os sigilos telefônicos dos diretores da empresa e foi tanta a certeza de terem chegado em Lula, que Moro afirmou: “em poucas horas o Nine estará preso”, o nine referindo-se aos nove dedos de Lula, uma mutilação resultado de acidente de trabalho, mostrando a cínica e verdadeira face do juiz, num comentário indigno de um magistrado, em nível de moleque de esquina.
No dia seguinte, nada encontrando, ao invés de ter a dignidade de dizer que nada encontraram capaz de incriminar Lula, a afirmação do juiz foi de que “Lula não está sendo investigado”. 
Sem terem o que dizer, passaram ao ataque por vias transversas, e o filho de Lula passou a ser dono da Friboi, o maior exportador de proteína animal do mundo, de propriedade de empresário ligado ao PSDB, sendo processado por sonegação fiscal, em ação previamente acordada com o governador de Goiás, na campanha eleitoral; passou a ser dono de um castelo no Pantanal, e que fica na Toscana, sendo propriedade de um conde italiano; e comprou uma mega fazenda, que se constatou ser a Esalq, Escola de Agricultura Luis de Queirós, uma universidade pública; isso viajando em seu jatinho particular, de propriedade do empresário Eike Batista; as noras de Lula passaram a ser beneficiárias de fortunas vindas da Petrobras e de empreiteiras, culminando, agora, com Lulinha proprietário do iate do dono da Rede Tevê, calúnia propagada por um dopado troglodita lutador.
Nesta semana Lula afirmou que neste país pode existir gente tão honesta quanto ele, mas ninguém mais honesto que ele, diante do silêncio dos seus opositores, salvo os coxinhas, que ironizaram, mas estes fizeram da política religião, ato de fé, vivendo de crenças sem respaldo na realidade, comendo merda e justificando não ser merda porque colocaram sal ou açúcar, ao gosto de cada um.
Depois de décadas de investigações e da declaração de Lula, a minha pergunta é óbvia: será que neste país, da direção da polícia federal ao guardinha da esquina, só há policiais babacas, incompetentes, incapazes de investigar e denunciar um delito?
Será que neste país, de qualquer um dos ministros do supremo tribunal federal ao mais anônimo e amador aprendiz de advogado, só há babacas, incompetentes, incapazes de levar a bom termo uma peça acusatória?
Será que neste país, na mídia, do mais experiente e experimentado jornalista investigativo aos contínuos das redações, só há babacas, incompetentes, incapazes de criar fatos jornalísticos consistentes e verossímeis?
Lula é o primeiro humano, em toda a história da humanidade, a só cometer crimes perfeitos ou Lula é, realmente, um homem moralmente íntegro, limpo?


Francisco Costa
Rio, 22/01/2016.

6 comentários:

Luiz Menezes disse...

Tudo o que consigo dizer é parabéns ao comentarista Francisco Costa pela excelente explanação muito bem catalogada da trajetória política do melhor Presidente que um país democrata já teve, independentemente de suas fraquezas pessoais, que não afetam seu desempenho como político e líder do Brasil, e fraquezas essas das quais estamos todos sujeitos.

Cicero Calou disse...

Parabéns Francisco Costa pela coragem de dizer o pouco que conhece da grande dignidade de nosso companheiro Lula e amigo do povo brasileiro pobre.

Adriel Araujo disse...

Não conheço o Lula pessoalmente, já ouvi falar sobre ele. Mas aprendi muita coisa nesses últimos anos que vejo a politica: aquela afirmação que todos são inocentes até que se prove o contrário não se aplica a políticos. Tenho certeza que vai discordar de mim, com todo o direito. Mas esse é o meu sentimento em relação a maior parte dos políticos no Brasil.

Unknown disse...

Excelenteeeeeee!!!!!! Muito bom!!!!! Compartilhando ao extremo!!!!!

maria luiza Fernandes disse...

Francisco Costa como sempre, perfeito. Parabéns. Magistral defesa do nosso querido e eterno Presidente Lula. Me alimentei com esse maravilhoso texto.

Lino Tavares disse...

Só os desinformados não sabem que Lula fazia jogo duplo no tempo do Regime Militar, entregando companheiros sindicalistas. Por isso ele se vangloria até hoje de ter tido tratamento vip no curtíssimo período em que esteve "preso" para que não desconfiassem do verdadeiro papel dele perante o regime vigente Lula é o maior farsante deste país e seu governo foi um mal de lama, onde a corrupção passou a ser instituciolizada, com direito a "quartel general" no interior do planalto, sob o comando do crápula Marchal José Direceu. Os reflexos do "bata governo" da era Lula/Dilma é o que estamos sentindo hoje na pele em forma de desemprego, falta de segurança e crescimento pífio.

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(Joseph Pulitzer)