Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Weslian Roriz Comemora Absolvição da Filha


A ex-candidata Weslian Roriz comemorou a abolvição de sua filha, Jaqueline, que escapou da cassação. Weslian disse que agora “está tudo azul”. Segundo ela, os deputados que votaram contra a perda do mandato estavam corretos. “Quem vai defender toda aquela corrupção?” (Ver Video). Weslian disse que a cassação de Jaqueline é inconstitucional. “Todo mundo sabe que a caça é proibida no Brasil”.


Jaqueline Roriz: Receita de Pizza

Imagem Engolida do Blog Boca Maldita

Pegue uma votação secreta; Junte uma Deputada Corrupta; Acrescente 265 Deputados coniventes e 20 Deputados que estão se lixando com a corrupção no Congresso. Sirva frio e com a maior cara de pau. Muita gente vai adorar e até repetir! A limpeza da cozinha tem que ser feita em 2014. Que não caia no esquecimento...


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Vergonha Brasileira: Câmara dos Deputados Absolve Jaqueline Roriz


O Video do Flagrante e um Cidadão Indignado

O Plenário absolveu a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) das acusações do Psol de quebra do decoro parlamentar, segundo a Representação 1/11. Apesar dos 166 votos a favor da cassação, seguindo o parecer do relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) aprovado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, esse total não foi suficiente para declarar a perda do mandato. Para isso, o Regimento Interno determina a necessidade de 257 votos a favor da cassação (maioria absoluta). Houve 265 votos contra a perda. Outros 20 deputados se abstiveram.

Jaqueline Roriz foi flagrada em vídeo, em 2006, recebendo um maço de dinheiro de Durval Barbosa, pivô do escândalo que levou à prisão o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. O processo contra a deputada foi aprovado pelo Conselho de Ética em junho deste ano, por 11 votos a 3.

Antes da votação, a deputada estava confiante no resultado. “Tenho certeza de que hoje vou resgatar plenamente minha capacidade política. Sei que esta não é uma Casa de condenações sumárias”, afirmou.

Ela reafirmou a tese da defesa de que não poderia ser condenada por ato cometido antes do início do mandato. “Em 2006, eu era uma cidadã comum, não era deputada nem funcionária pública. Portanto, não estava submetida ao Código de Ética da Câmara”, argumentou.

A deputada também reclamou da mídia, que a teria condenado “sem chance de defesa”. Ela citou o fato de que foi inocentada pelo Conselho de Ética da denúncia de uso irregular de verba indenizatória da Câmara. “A imprensa divulga em letras garrafais a suposta irregularidade. A minha inocência, entretanto, foi citada apenas em algumas meras notas de jornais”, afirmou.

Mensalão
Ao defender a cassação de Jaqueline Roriz (PMN-DF), o relator do processo disciplinar contra a deputada, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), lembrou que ela recebeu dinheiro originado de propina oferecido pelo pivô do escândalo do mensalão do Distrito Federal, Durval Barbosa. Ele ainda criticou a atitude de Jaqueline Roriz diante de colegas também flagrados em vídeo recebendo dinheiro de Durval, como a ex-distrital Eurides Brito, cassada em 2010.

“Quanta desfaçatez, chamar de cara de pau, de mau caráter, dizer que a cidade sangra por alguém que cometeu a mesma conduta [Eurides Brito] valendo-se apenas do privilégio de que as imagens não teriam sido divulgadas à época”, disse Sampaio.

O relator também ressaltou que não fazia sentido dizer que a cassação de Jaqueline Roriz abriria um precedente contra parlamentares eleitos pelo fato de que a conduta da deputada só veio a público depois de ela já estar no exercício do mandato.

Para ele, não se tratava de reexame e o decoro que se pretendia resguardar era o do Parlamento. Portanto, não caberia ao Congresso “dividir” o ônus das condutas da parlamentar. “Isso não é postura digna de quem faz parte do Parlamento. Não estamos falando de caixa dois, mas de dinheiro que veio de um dos maiores esquemas de corrupção do País”, disse.

Sampaio disse que contaria com o apoio do próprio partido, o PSDB, e admitiu que Jaqueline poderia ser beneficiada com a absolvição por conta do voto secreto. “Aqui alguns deputados podem, sob o manto do voto secreto, absolvê-la, e a gente espera que a Casa saiba que o meu parecer é em favor do Parlamento”, disse.

Fatos anteriores
O advogado da deputada, José Eduardo Alckmin, voltou a afirmar no Plenário que fatos ocorridos antes do mandato não poderiam ser causa para cassação de um parlamentar por falta de decoro. Ele também frisou que essa não era uma defesa particular da deputada, mas de todos os mandatos. “Se ficar entendido que podem rever fatos de uma vida inteira sobre os deputados, pode haver perseguição política”, disse.

Ele citou o parecer elaborado pelo ex-deputado José Eduardo Cardozo, hoje ministro da Justiça, no caso contra o ex-deputado Raul Jungmann. Em 2007, Cardozo pediu o arquivamento do processo porque os fatos ocorreram quando o acusado não era deputado federal.

Jungmann era acusado de irregularidades em sua gestão como ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Fernando Henrique Cardoso. “É exatamente o que está acontecendo agora, não há qualquer diferença”, disse.

Alckmin leu trechos do relatório em que Cardozo classifica o caso de Jungmann como uma “estranha forma de retroatividade punitiva”. Segundo o voto, uma pessoa não pode ser julgada por um Código de Ética de uma atividade que ainda não exercia na época da irregularidade.


Opinião dO Cachete:
E agora, senhores deputados? O crime compensa? Parece que sim...
A notícia boa (eu sou um otimista!) é que desde a célebre afirmação de Lula, que havia 500 picaretas na Câmara, temos uma boa redução para 265. Quase a metade!
Eleitores do Brasil, espero que o troco seja dado nas próximas eleições!

Jornalistas Indignados com Métodos de Veja

Jornalistas indignados com métodos de Veja

HÁ TEMPOS UMA REPORTAGEM NÃO DESPERTAVA TANTA IRA ENTRE JORNALISTAS QUANTO A DA CAPA DESTA SEMANA DA REVISTA VEJA; “JORNALISMO DA ERA DA PEDRA LASCADA”, DEFINE ALBERTO DINES (À ESQ.); “SE O REPÓRTER INSTALOU CÂMERAS, ISSO NÃO LEMBRA A GESTAPO?”, PERGUNTA RICARDO KOTSCHO; AO 247, GERENTE DO NAOUM GARANTIU QUE IMAGENS NÃO FORAM FEITAS PELO HOTEL

247 – Autor da histórica coluna Jornal dos Jornais, na Folha de S. Paulo, Alberto Dines é talvez o mais capaz, antigo e reconhecido crítico da imprensa brasileira. Ele publicou hoje um demolidor artigo no site Observatório da Imprensa, do qual é editor, em que aponta os retrocessos e ilegalidades cometidas na apuração e edição da matéria de capa da revista Veja desta semana. Dines questiona a origem das imagens publicadas, nas quais políticos são vistos no corredor do hotel Naoum, onde o ex-ministro José Dirceu estava hospedado. A suspeita é de a imagens terem sido obtidas pela instalação ilegal de uma câmera escondida. Ao 247, o gerente-geral do Naoum, Rogério Tonatto, garantiu que as imagens não foram feitas pelas câmeras de segurança do estebelecimento, o que reforça a hipótese do grampo por parte de Veja.

Abaixo, o artigo de Alberto Dines publicado hoje no Observatório da Imprensa:

Jornalismo político volta à Era da Pedra Lascada

Por Alberto Dines em 30/08/2011 na edição 657

“Caso o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) fique insustentável, a presidente Dilma tem seu preferido: Franklin Martins”. (“Panorama Político”, O Globo, domingo, 28/8, pg. 2). Três linhas apenas, no pé da coluna. O suficiente, a mídia entenderá o recado.

Há hoje uma metamensagem ou criptojornalismo, cifrado, exclusivo de um seleto grupo de iluminados. O governo manda suas mensagens, a mídia é obrigada a entender. Mesmo não gostando. A réplica pode vir com a mesma sutileza. Profissionais não brincam em serviço. Faz parte do jogo democrático.

O que conspira contra o jogo democrático são as ameaças de rupturas. O presidente Lula não entendeu, não quis ou não teve paciência para entender o tricô das raposas. Subia no palanque e “mandava ver” – ou mandava brasa, como se dizia na Era Jango. Criou impasses, cavou confrontos perigosos.

É o que fez Veja com a sua última matéria de capa sobre o ex-ministro José Dirceu (“O poderoso chefão”, edição nº 2232, data de capa 31/8/2011). Sutil como uma carga de cavalaria – e tão eficaz quanto esta –, produziu um curto-circuito, reintroduziu a imprudência no diálogo governo-imprensa. Repercutiu no exterior. E daí?

Frágil, inconsistente

A verdade é que a matéria recoloca o jornalismo político brasileiro na Era da Pedra Lascada. Traz de volta os vídeos clandestinos, os arapongas, os dossiês secretos jogados no colo de jornalistas ditos “investigativos”.

José Dirceu, mesmo sem cargo ou mandato parlamentar, suspeito de integrar um grupo que está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal, é um dirigente nacional do partido que ganhou as eleições para a Presidência da República, é também um consultor/lobista. Pode alugar um andar inteiro num hotel dez estrelas em Brasília ou Luanda e nele receber legiões de correligionários, clientes e amigos. Não há nada de ilícito ou malfeito (para usar o dernier-cri dos substantivos).

O texto inteiro de Veja, da primeira à última linha, é customizado, adaptado para servir à tese de que o ex-chefe da Casa Civil está conspirando contra a sua sucessora, atual presidente da República. Não há evidências, apenas insinuações, ambigüidades, gatilhos.

Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, é amigo pessoal de Dilma Roussef, não poderia conspirar contra ela. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras cujo maior acionista é o governo, não enfrentaria o seu maior eleitor quando reiniciar sua carreira política. Delcídio Amaral é um petista light, quase-tucano.

A lista dos “conspiradores” é frágil e as possíveis motivações, inconsistentes. O conjunto é disparatado, não faz sentido, carece de lógica. Mesmo enquanto ficção.

Um desserviço

Os encontros gravados duraram em média 30 minutos, tempo insuficiente até para acertar uma empreitada de pequeno porte. Devidamente investigados, os fatos poderiam vincular-se e ganhar alguma dimensão. No estado bruto em que foram apresentados pelo semanário de maior tiragem do país representam um atentado à inteligência do leitor, não renderiam sequer uma nota numa coluna de fofocas políticas.

Este é um jornalismo que não se sustenta, é retrocesso. Não favorece a imagem da imprensa, não ajuda a presidente Dilma, prejudica a oposição. Faz esquecer a faxina moralizadora e degrada o processo político.

O Universo Paralelo da Revista VEJA


Bastou a Blogosfera Progressista pedir uma explicação à Revista VEJA sobre a invasão do apartamento onde estava hospedado o José Dirceu, que a Redação abriu seu Canil Infernal. Os artigos dos três principais cães de guarda da VEJA são uma miscelânea de agressões, distorções e mentiras que beiram o irreal. Um Universo Paralelo! Se houver mais um pouco de dedicação da tríade que forma o Infernal Cão Cérbero da VEJA, eles vão acabar convencendo os mais fracos de cérebro e caráter que quem invadiu a Redação da Revista foi o José Dirceu.  Acho que até já tem gente acreditando nesta realidade paralela... Sabujos Canalhas!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Silêncio dos Indecentes


Ao constatar o silêncio sepulcral que se derramou sobre a grande mídia neste fim de semana, logo após a denúncia que a revista Veja fez contra o ex-ministro José Dirceu e a que este fez contra a revista, fiquei imaginando quantos jornalistas sérios existem nesses grandes veículos que podem estar tendo a decência de se indignar com seus patrões por estarem impedindo que façam seu trabalho.
Para quem chegou agora ao noticiário político e não sabe sobre o que se refere esse caso, ou para você que, aí no futuro, está lendo o que escrevi no passado, explico que o ex-ministro José Dirceu, no fim de agosto de 2011, denunciou em seu blog que a revista Veja mandou um repórter tentar invadir seu apartamento em um hotel de Brasília pouco antes de publicar matéria com a “revelação” de que se reunia, ali, com correligionários políticos.
Na matéria, a revista Veja fez suposições sobre as razões que levaram aqueles políticos a se reunirem no hotel Naoum, em Brasília, baseando-se na premissa inverídica de que por Dirceu estar sendo processado pelo Supremo Tribunal Federal pelo “escândalo do mensalão” e por ter tido cassado seu direito de disputar eleições estaria impedido, de alguma forma, de fazer articulações políticas. As suposições, surpreendentemente, são tratadas como fatos pela matéria da Veja.
Uma das suposições da matéria é a de que, por ter se reunido com seus correligionários petistas em data próxima à queda do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, Dirceu teria tramado com eles a retirada de apoio do PT a ele, o que teria determinado a sua demissão pela presidente Dilma Rousseff. Não houve escuta ou indício maior para a Veja fazer tal afirmação. A revista apenas supôs e publicou como se fosse fato.
Apesar de não haver matéria alguma nesse fato sobre os encontros de Dirceu em Brasília, isso não significa que esse caso, por inteiro, não contenha uma das mais saborosas e instigantes matérias jornalísticas sobre política dos últimos tempos.
Acontece que, apesar de a matéria da Veja fazer parte de um jogo político da imprensa aliada ao PSDB e, portanto, não precisar de fatos reais, pois tenta apenas impor à sociedade a percepção de que o governo Dilma e o PT estariam infestados de gangsters e, nesse processo, procura, na falta de qualidade das acusações, produzir quantidade, faltava um mínimo de verossimilhança à “denúncia” contra Dirceu.
Na tentativa de tornar a matéria menos pífia, a Veja se valeu de método literalmente criminoso. Como é óbvio que o hotel que fez um Boletim de Ocorrência contra a tentativa do repórter da revista de invadir o quarto de Dirceu não cederia imagens de seu circuito interno de TV àquele mesmo repórter, ele instalou câmeras nos corredores do estabelecimento para conseguir as imagens que a Veja publicou.
O viés criminoso da revista, nesse caso, é uma bomba jornalística que reproduz, no Brasil, o escândalo de alcance planetário que se abateu sobre a imprensa britânica. É uma das maiores matérias jornalísticas que surgiram neste ano, no mínimo.
É verdadeira a acusação de José Dirceu? Que tal seria se a imprensa ouvisse as testemunhas? Por exemplo, a imprensa poderia entrevistar a camareira à qual o repórter da Veja Gustavo Ribeiro teria pedido que abrisse o apartamento de Dirceu alegando que aquele era o seu apartamento (do repórter) e que teria esquecido a chave em algum lugar.
O pessoal da recepção poderia ser entrevistado para comprovar ou não que Ribeiro se hospedou no hotel e pediu para ser alojado no apartamento contiguo ao de Dirceu e que o repórter da Veja, ao ser denunciado pela camareira, fugiu do estabelecimento sem pagar a conta. Afinal, se Ribeiro se hospedou no hotel teve que fazer o check-in e o check-out. Se pagou a conta, deve ter o recibo do pagamento. Se não tem, fugiu.
Por que um repórter fugiria de um hotel no qual se hospedou?
Seria uma bomba jornalística se essa matéria fosse parar no Jornal Nacional, por exemplo. E mesmo nos telejornais da Record, da Band ou do SBT, seria uma bomba. Menor, mas uma bomba. No entanto, até a manhã de domingo, dias após os fatos, só saíram uma notinha escondida na Folha de São Paulo e outra em O Globo e uma matéria no telejornal da TV Cultura, em termos de grande mídia.
O silêncio desses indecentes pseudo jornalistas que controlam as redações dos grandes meios de comunicação é a prova final, para quem dela tomar conhecimento, de que o que essa gente quer não é liberdade de imprensa, mas liberdade para decidir o que você, leitor, deve ou não saber, pois há coisas que não querem que você saiba e outras que querem que você pense. Mesmo não sendo verdade.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sócrates em Entrevista à Juca Kfouri Enaltece a Democracia... Em Cuba!

JK - Por falar nisso, em toda essa impressionante onda de carinho que cercou você nesses dias, há também quem diga que de democrata você não tem nada porque deu o nome de Fidel a seu caçula. É mais uma de suas contradições?

Sócrates - De fato, estou tirando muita coisa de positivo neste meu quase nascer de novo. Quanto ao Fidel Castro, símbolo da Revolução Cubana, como Che Guevara, as pessoas estão mal informadas. No nosso país se conhece muito pouco o que acontece fora daqui e mesmo aqui dentro. A estrutura política cubana é extremamente democrática. Eu queria que meu filho nascesse lá, eu queria ser um cubano. Nós estivemos lá agora, nós fomos passear! Peguei minha mulher e fui lá, passear, curtir lampejos de humanidade. Um povo como aquele, numa ilhota, que há mais de 60 anos briga contra um império, só pode ser muito forte, e ditadura alguma faz um povo tão forte. Ditadura não é tempo de serviço, necessariamente é qualidade de serviço. Em Cuba, o povo participa de tudo, em cada quarteirão. E aqui? Pra quem você reclama? Você vota e não tem pra quem reclamar.


Opinião dO Cachete:
Uma porrada na cara de muita gente! Saúde (fisiologicamente e etilicamente falando) , Doutor!

Hotel Naoum Aciona PF: Filme Ilegal Pode Ser da VEJA

Naoum aciona PF: filme ilegal pode ser de Veja
EM ENTREVISTA AO 247, O GERENTE-GERAL DO HOTEL, ROGÉRIO TONATTO, AFIRMA QUE AS IMAGENS (ACIMA) NÃO SE PARECEM COM AS DO CIRCUITO INTERNO DO HOTEL; PODEM, PORTANTO, TER SIDO FILMADAS POR VEJA; PERÍCIA IRÁ APONTAR OS RESPONSÁVEIS PELO CRIME, QUE JÁ COLOCA FABIO BARBOSA, NOVO PRESIDENTE DA ABRIL, DIANTE DE UM DILEMA: INICIAR OU NÃO A FAXINA INTERNA?

Leonardo Attuch_247 – O caso Veja/José Dirceu pode ser ainda mais grave do que parece. Há poucos minutos, recebemos uma ligação de Rogério Tonatto, gerente-geral do Naoum Plaza Hotel. Indignado com o vazamento de imagens do corredor de um dos andares do estabelecimento, onde o ex-ministro José Dirceu se hospeda com frequência, ele afirma que elas não se parecem com as do circuito interno do hotel. Ou seja: podem ser fruto de um grampo plantado pela equipe da revista Veja, que também se hospedou no hotel. “Já acionamos a polícia civil do Distrito Federal e vamos também acionar a Polícia Federal para que se apurem todas as responsabilidades”. Leia, abaixo, sua entrevista:

247 – Como foram obtidas aquelas imagens?

Rogério Tonatto – Ainda não sabemos, mas o que podemos dizer neste momento é que elas não se parecem com as do circuito interno de segurança do hotel. Todas as nossas câmeras são coloridas e não faria sentido que a reportagem da revista Veja apagasse a cor das imagens antes de publicá-las.

247 – Então está descartada a possibilidade de que as imagens tenham sido vazadas por algum funcionário do hotel?

Tonatto – Nada está descartado, mas as imagens, a princípio, não são nossas, mas sim de outras fontes.

247 – O grampo pode ter sido plantado pela revista Veja?

Tonatto – Tudo terá que ser apurado. Já registramos um boletim de ocorrência junto à polícia civil do Distrito Federal e pretendemos também acionar a Polícia Federal para que se apurem todas as responsabilidades. Vamos até o fim.

247 – Veja alega que o hotel foi instado pelo hóspede José Dirceu a registrar o boletim de ocorrência.

Tonatto – Ora, é evidente que a iniciativa foi nossa. O Naoum é um dos hotéis mais tradicionais de Brasília. Já hospedamos reis e rainhas em nossos 22 anos de existência. Temos a obrigação de zelar pelos nossos direitos e também pelos direitos de nossos hóspedes.

247 – O dano à imagem do hotel foi grande?

Tonatto – Admito que foi constrangedor ver imagens que dizem respeito à intimidade das pessoas que aqui se hospedam serem expostas daquela maneira.

247 – É verdade que o jornalista Gustavo Ribeiro saiu sem pagar sua conta?

Tonatto – A conta foi paga porque aqui no hotel todos que se hospedam deixam antes uma garantia, com um pré-pagamento no cartão de crédito.

247 – Mas ele saiu mesmo sem fazer o check-out.

Tonatto – Posso dizer que a conta foi paga.

Em reportagem anterior sobre o caso, já havíamos noticiado que o Hotel Naoum confirmava o crime cometido por Veja (leia mais). Na reportagem deste fim de semana, estão expostas imagens de José Dirceu, mas também de senadores, como Lindbergh Farias, Eduardo Braga e Delcídio Amaral, que se encontraram com ele, assim como de executivos, como José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, e do ministro Fernando Pimentel. Note-se que foram filmados sem autorização judicial e sem que fizessem nada de anormal - apenas encontravam-se com uma pessoa conhecida, que participa da vida política do Brasil.

Recentemente, no maior escândalo da história da imprensa mundial, soube-se que o tablóide britânico News of the World grampeava ilegalmente os alvos de suas reportagens. Rupert Murdoch, dono do jornal, pediu desculpas publicamente na primeira página de todos os seus jornais e foi ainda obrigado a depor diante do parlamento britânico – quando quase foi alvejado por uma torta na cara.

Roberto Civita, dono do grupo Abril, certamente não pedirá desculpas.

Sua tropa de choque já foi escalada para desqualificar o crime de invasão de domicílio, que será investigado pela polícia civil do Distrito Federal e pela Polícia Federal, e para tratar a reportagem deste fim de semana como um marco da democracia brasileira.

Mas Civita acaba de contratar como presidente o executivo Fabio Barbosa, que é um incansável pregador da ética corporativa.

Dentro de uma semana, Barbosa estará no comando da Abril, com poderes, inclusive, sobre a área editorial – o que inclui Veja.

E ele tem um prato cheio nas mãos: a oportunidade histórica de iniciar a “faxina” interna.

E isso sem maiores traumas, pois, aparentemente, houve um haraquiri no grupo Abril

Fonte: Brasil 247

Artigo Científico - A Revista VEJA Durante a Ditadura Civil-Militar Brasileira

A revista Veja durante a ditadura civil-militar brasileira: uma discussão a respeito do seu papel no campo ...

Direção do Hotel Naoum Confirma Crime de Veja

DIVULGAÇÃO

NÃO FOI JOSÉ DIRCEU (ESQ.), MAS SIM O HOTEL QUE REGISTROU B.O. CONTRA O REPÓRTER QUE, PAUTADO POR MARIO SABINO (DIR.), TENTOU INVADIR UM DOMICÍLIO; INFRAÇÃO PODE DAR PENA DE UM A TRÊS MESES; FABIO BARBOSA ASSUME ABRIL TENDO DE LIDAR COM CRIMES; POLÍCIA TOMARÁ DEPOIMENTOS DE JORNALISTAS NOS PRÓXIMOS DIAS

Leonardo Attuch no 247

Na edição do jornal O Globo deste domingo, sobre o caso José Dirceu/Revista Veja, há uma informação relevante, ainda que escondida na reportagem. A direção do hotel Naoum Plaza, em Brasília, confirmou ao Globo que houve tentativa de invasão de domicílio por parte do repórter Gustavo Ribeiro, que foi pautado pelo redator-chefe Mario Sabino – interino no comando, pois o diretor Eurípedes Alcântara está em férias – para seguir os passos do ex-ministro José Dirceu. O crime de invasão de domicílio está previsto no artigo 150 do Código Penal: “Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências”. O crime pode gerar pena de detenção de um a três meses.
Todas as informações prestadas pelo Naoum Plaza vêm sendo repassadas pela gerente Elisabeth Mendes (beth@naoumplaza.com.br). Num caso de invasão de domicílio num hotel, um boletim de ocorrência pode ser registrado tanto pelo hóspede quanto pela administração do empreendimento, que tem a obrigação de zelar pelo domicílio temporário de seus clientes. “As duas partes são vítimas”, disse ao 247 o criminalista José Roberto Batochio, um dos mais renomados do País. De acordo com Batochio, o crime pode ser ainda agravado. “É preciso ver com que intenção foi tentada uma invasão de domicílio”, diz ele. “Seria para suprimir documentos, computadores?” Neste caso, argumenta o advogado, as penas seriam ampliadas porque estariam configurados outros delitos.
O B.O. foi registrado pelo chefe da segurança do hotel na 5ª Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal. Fontes policiais e da Secretaria de Segurança Pública do GDF confirmaram que, nos próximos dias serão tomados vários depoimentos. A começar pela camareira que foi abordada pelo repórter Gustavo Ribeiro. Ele, que se hospedou num quarto próximo ao de José Dirceu, afirmou a ela que havia perdido as chaves e tentou entrar no quarto do ex-ministro, quando foi descoberto e saiu do hotel sem fazer check-out. Também serão ouvidos o próprio repórter e o jornalista Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília – há ainda a possibilidade de que seja convocado a depor o jornalista Mario Sabino, que, interinamente no comando de Veja, pautou a reportagem.

Confissão de culpa
Na Editora Abril, que a partir da próxima semana terá um novo presidente, o executivo Fábio Barbosa, sabe-se que o crime foi cometido. Mas a estratégia é de simplesmente ocultá-lo gritando mais alto, por meio de sua tropa de choque, liderada pelo blogueiro Reinaldo Azevedo.
Reinaldo tem escrito em seus posts que a direção do hotel foi instada a registrar o boletim de ocorrência. Ao contrário disso, o hotel confirma que registrou o B.O. por iniciativa própria porque também se sentiu vítima de uma crime cometido por outro hóspede, chamado Gustavo Ribeiro. Aliás, o hotel não tinha conhecimento de que se tratava de um jornalista de Veja. Poderia ser, simplesmente, um assaltante tentando entrar no quarto de um hóspede vizinho – e, por isso mesmo, a direção do hotel tomou a iniciativa de registrar a ocorrência.

Inversão de valores
Nessa tentativa de ganhar no grito, Reinaldo Azevedo tem argumentado que Veja estourou um aparelho clandestino, montado em plena democracia, para conspirar contra a democracia. Ele, que prega agora a demissão do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, por ter se encontrado com José Dirceu, seu companheiro de partido, alega ainda que a reportagem de Veja deste fim de semana foi uma das mais importantes da era democrática. Isso porque teria havido a invasão do bunker do poderoso chefão – José Dirceu, nosso Kadafi – pela democracia.
Um quarto de hotel não é um aparelho.
Veja não tem poderes de polícia.
Veja não é a democracia.
É parte da democracia, quando age dentro da lei.
Conspira contra a democracia, quando infringe a lei.
Do contrário, seria lícito que pautássemos um de nossos repórteres para invadir a residência da família Azevedo para descobrir eventuais indícios de ligações com a Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo – que sabemos inexistentes. Ou também que invadíssemos a residência da família Sabino para buscar registros de viagem recentes na Costa Amalfitana, durante o casamento de um próspero advogado criminalista.

Oportunidade rara
Neste domingo, o futuro presidente da Editora Abril, Fábio Barbosa, escreveu seu último artigo na Folha de S. Paulo, onde é colunista. Barbosa construiu a imagem de “executivo do bem”, com um discurso de sustentabilidade nas empresas por onde passou, como o Real e o Santander.
No artigo deste domingo, ele, mais uma vez, exerce esse papel de “bom moço corporativo”, apontando os valores da cidadania. “Ninguém vive sozinho, e nossas atitudes (boas e más) impactam o todo, que deve ser construído junto”. Termina ele seu texto argumentando que se deve empunhar a bandeira da cidadania e agir de forma coerente.
Barbosa terá plenos poderes na Abril, inclusive sobre a área editorial, a partir de setembro.
Sua coerência será colocada em xeque.
O bom moço corporativo será tolerante com um crime?

O Poderoso Pastelão

1. Operação Portugal é um código interno da Folha. Reportagens encomendadas pelo falecido seu Frias tinham essa alcunha. Era a matéria do dono do jornal. Ruim ou boa, com ou sem fatos, teria que sair. A revistaVeja desta semana cometeu uma Operação Portugal. Na tentativa de publicar uma matéria contra o ex-ministro José Dirceu, meteu os pés pelas mãos, fez uma lambança danada e pode ter cometido vários crimes pelo caminho. Primeiro, tentativa de invasão de domicílio, em seguida estelionato, compra (ou tentativa) de correspondência violada. Como provavelmente os editores da revista sabiam das tentativas do repórter Gustavo Nogueira Ribeiro, inclui-se formação de quadrilha. À lista pode crescer. Veja acusa o Hotel Nahoum de incriminar Nogueira injustamente, instado por Dirceu. Neste caso, Veja afirma que o Hotel fez uma falsa comunicação de crime.

2. A tentativa, de tão patética, lembrou o assalto em 1980 a uma agência do Bradesco na Avenida Paulista. O plano, proposto por um amalucado que teria uma “denúncia” contra a Eletronorte foi bancado pelo jornal. O chefe de reportagem na época não só despachou uma equipe junto com o assaltante, como pagou o taxi que levou o doido até a porta do Bradesco.

3. A farsa da matéria que tentou desmascarar José Dirceu como “homem que age nas sombras de Brasília” começou a se desfazer no ar quando o ex-ministro de Lula denunciou a tentativa de invasão de seu quarto no Hotel Nahoum pelo repórter Gustavo Nogueira Ribeiro. O que saiu na Veja desta semana é ruim de doer. A revista conseguiu a proeza de fazer um relato da agenda de Dirceu, dos deputados e senadores que ele recebe em Brasília. Se isso é crime, os jantares na casa do Andreas Matarazzo também o são.

4. Na tentativa de conseguir algo mais concreto que as “amizades” de Dirceu para bancar o lead da matéria, segundo o boletim de ocorrência, Gustavo teria tentado dar um passa moleque na camareira dizendo que havia se hospedado no quarto pertencente a Dirceu e perdera a chave. Diante da insistência do repórter a camareira checou a lista de hóspedes. Enquanto a camareira acionava a segurança, Gustavo deixou o hotel. O boletim não é claro o suficiente, mas, ao que tudo indica, Gustavo voltou mais tarde e hospedou-se em um quarto ao lado do de Dirceu, mas deixou o hotel sem fazer check-out ou pagar a conta. Neste caso, hospedar-se em hotel e deixar o quarto sem pagar conta caracteriza crime de estelionato.

5. O Hotel também não é santo nesta história. Além de deixar uma pessoa que não é hóspede circular pelos seus corredores sem ser notado, ainda vazou imagens do circuito de câmeras que mostra Dirceu e os senadores petistas Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Faria. Afinal as câmeras são usadas para segurança e não para espionagem. Mesmo cooperando com a revista, a máfia não perdoa, como lembra Veja no final de sua reportagem. A revista acusa o Hotel de ter comunicado um falso crime – a tentativa de invasão do quarto de Dirceu – para defender o cliente. Segundo a revista, o Hotel, instado pelo sócio de Dirceu levou o repórter, que apenas fazia seu trabalho, à polícia. Temos mais um delito: falsa comunicação de crime.

6. Mas o mais grave foi descoberto devido à inépcia de Gustavo. O repórter da Veja passou por normas básicas da reportagem. Fez contato via twitter com Douglas Lopes. “@ Sou repórter da Veja. Preciso conversar com você. Qual seu email?”.

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Malandro é malandro. Douglas, depois de algum tempo, tuita sem dizer com qual arroba está falando: “Meu Gmail é esse: douglaslopesweb@gmail.com Quem quiser add no gtalk e pegar algum suporte. Se quiser mandar virus tb adoro testar vírus”.

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7. Douglas Lopes é evangélico e hacker. Jovem da periferia de Brasília, ele invadiu (não sem ajuda do UOL) e copiou 25 mil e-mails do ex-ministro José Dirceu e tentou vender as informações à oposição. Mais uma vez, malandro é malandro. Segundo a IstoÉ de 1 de julho, o “hacker procurou o ex-deputado Alberto Fraga, presidente do DEM do Distrito Federal, para vender sua muamba por R$ 300 mil. Antes, ele teria procurado líderes do PSDB e oferecido o material por um valor superior”.


8. Fraga é mais malandro que Douglas. Segundo ele, quando recebeu o rapaz no dia 9 de junho em Brasília, viu alguns emails de Dirceu e da presidente Dilma Roussef e gostou da história. Faria a república tremer. Mas Fraga é ex-deputado. Ex não tem foro privilegiado, não tem imunidade. Estaria recebendo o material, fruto de roubo e quebra de sigilo e seria cúmplice do crime.


9. Como na escala darwiniana de manés e malandros de Brasília o repórter da Veja está mais para plâncton, mesmo com a PF na cola de Douglas, Gustavo Nogueira Ribeiro procurou o hacker. Certamente queria dele os 25 mil emails de Dirceu. Se Gustavo não esperava ter o material de Dirceu nas mãos, na semana em que tentou invadir o quarto do ex-ministro, teria ele ido apenas tomar café com Douglas? Supostamente não. Esperava lá encontrar lastro para a matéria de capa da Veja desta semana.


10. Se a PF não começou a investigar o repórter da Veja, uma vez que o crime de tentativa de invasão de domicílio tem um menor poder destrutivo e estar circunscrito na esfera da Polícia Civil do DF, há bons e novos argumentos para enquadrar Gustavo Nogueira Ribeiro em uma investigação. Douglas, o hacker pobre e evangélico, não copiou somente emails de Dirceu. O ex-deputado do DEM admitiu ter visto emails pessoais da presidenta Dilma. Dirceu não tem foro, mas, no caso da presidenta, trata-se de uma questão de segurança nacional.


11. Mais, a PF pode ter em seu poder material suficiente para enquadrar o repórter da Veja, uma vez que Douglas está sob investigação federal.


12. No assalto ao Banco Bradesco, cometido em mancomuno com jornalistas do Estadão, o chefe de reportagem, e mentor do “furo” virou um zumbi na redação. De setor em setor, até ser demitido, havia os que nem lhe falavam bom-dia. A máfia não perdoa. Especialmente os manés.

sábado, 27 de agosto de 2011

A Notícia que Não Existiu!

7/6/2011 - 12:41:04 | José Dirceu o “chefe da quadrilha do mensalão”: Enquanto Dilma enfrentava sua maior crise, ele se reunia com integrantes do primeiro escalão do governo

José Dirceu

Não deu no UOL; não deu no Globo.com; não deu no Terra; não deu no IG; não deu na Carta capital; não deu na Época; não deu na Isto é. A notícia da tentativa de invasão do apartamento do José Dirceu é uma notícia de Blog, de Twitter e de Facebook. 
Os meios de comunicação utilizaram-se da frase mais combatida por eles: "Nada a declarar!". Muito triste!

Loucos Pela Revista VEJA!


Alguns comentários do Blog do Reinaldo Azevedo no Portal VEJA
Só sendo loucos!

Flagrada Reunião de Editoria da Veja


Palhaçada!

Câmera Mostra o Retorno do Repórter Gustavo Ribeiro à Sede da VEJA


Palhaçada!

Veja Descobre que José Dirceu (tchan, tchan, tchan, tchan) Faz Política e Fala com Políticos

Veja descobre que José Dirceu (tchan, tchan, tchan, tchan) faz política e fala com políticos

REPORTAGEM PATÉTICA DÁ A FABIO BARBOSA A OPORTUNIDADE DE OURO PARA QUE TOME SUA PRIMEIRA DECISÃO IMPORTANTE NO COMANDO DA ABRIL: INICIAR A FAXINA INTERNA

247 – Talvez tenha sido um haraquiri. Com o chefe Eurípedes Alcântara em férias, o número dois de Veja, Mario Sabino, conhecido pela mão pesada e pela habitual postura malvadinha, toma uma decisão. Pauta uma reportagem para que se descubra o que faz José Dirceu em Brasília. Veja então hospeda um repórter num quarto do hotel Naoum, em Brasília, que, aparentemente, instala uma câmera no mesmo andar onde se hospeda José Dirceu. E descobre que, pelo corredor, passam figuras da República, como os senadores Lindbergh Farias, Eduardo Braga, Delcídio Amaral, e presidentes de estatais, como José Sergio Gabrielli, além de ministros, como Fernando Pimentel. Portanto, a revelação é mesmo bombástica: José Dirceu, fundador do PT e uma das lideranças relevantes do partido... (tchan, tchan, tchan, tchan)... faz política. E, por isso, ele desponta na capa da revista como o Poderoso Chefão – o Don Corleone de Francis Ford Coppola.

Para descobrir que José Dirceu faz política, não seria preciso instalar câmeras secretas nem tentar invadir um quarto de hotel. É algo, como diria Nelson Rodrigues, óbvio e ululante. Figura pública no Brasil desde a década de 60, ele respira e transpira política. E divide seu tempo entre a defesa no processo do Mensalão, no qual é réu, e as articulações para as eleições de 2012 e 2014. Gabrielli esteve com Dirceu? Sim, e daí? Gabrielli é pré-candidato do PT ao governo da Bahia e a costura política passa por José Dirceu. Lindbergh falou com Zé Dirceu? O senador também pretende se candidatar ao governo do Rio de Janeiro em 2014 e, portanto, conversa com lideranças do partido ao qual pertence. Pimentel passou por ali. So what?

A reportagem deste fim de semana é um exemplo típico de exacerbação do efeito – muita espuma, para pouco chope. Uma capa com ar bombástico, o recurso a hipérboles e, no fim, tentativas de vitimização. Sobre a invasão de um quarto de hotel, que gerou um boletim de ocorrência (leia mais), Veja conclui sua reportagem dizendo que “a máfia não perdoa”. Dá até pena do repórter.

Mas, que máfia, Roberto Civita?

Com a Abril em boa situação financeira, Civita nomeou seu primeiro CEO que terá poderes também editoriais. No passado, a Abril teve outros presidentes, como Maurizio Mauro, que se ocupavam da área financeira, mas sem nenhuma interferência sobre o conteúdo das publicações.

Fabio Barbosa, ao contrário, chega para emprestar credibilidade à Abril.

E ganhou um presente antes mesmo da sua chegada.

Uma capa que lhe dá totais condições de iniciar sua faxina interna.

Fonte: Brasil 247

Curso de Técnicas de Jornalismo da VEJA

Poster que fica pregado na redação da Veja. Dizem que foi presente de um australiano muito rico

1ª Aula - Como Invadir um Apartamento

Ricardo Teixeira Perdeu, Desta Vez!

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE JOINVILLE/SC
RECOMENDAÇÃO
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador daRepública infrafirmado, no exercício de suas atribuições constitucionais e legais,respaldado, em especial, no art. 6º, inciso XX, da Lei Complementar nº 75/93, e CONSIDERANDO
1. competir ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Carta Magna, promovendo as medidas necessárias à sua garantia, conforme prescrito pelo art. 129, II, da Constituição Federal, e arts. 5º, I, “h” e art. 6º, V, c/c art. 7º, da Lei Complementar nº 75/93;
2. que a Federação Catarinense de Futebol (FCF) lançou em seu endereço eletrônico uma Nota Oficial, na qual veta (censura prévia) qualquer manifestação nos estádios catarinenses contra a Confederação Brasileira de Futebol – CBF – ou seu Presidente, Ricardo Teixeira.
3. que a FCF ameaça impedir a entrada ou retirar dos estádios catarinense torcedores que manifestem contra a CBF ou seu Presidente.
4. que tal Nota fere de morte o direito de livre expressão de pensamento e manifestação, garantido em diversos Tratados e Convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, além da Constituição Federal.
5. que incumbe ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL promover as medidas necessárias para a proteção do interesse público, sendo os principais instrumentos de atuação a expedição de RECOMENDAÇÕES, a instauração de INQUÉRITOS CIVIS e o ajuizamento de AÇÕES CIVIS PÚBLICAS;
Dessa forma, O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL RESOLVE:
RECOMENDAR,
à Federação Catarinense de Futebol e ao Estado de Santa Catarina, representado pelo Sr. Sadi Lima, que
a) revogue a determinação de inviabilizar o exercício do direito a crítica e manifestação de pensamento.
b) afaste a determinação de impedir a entrada nos Estádios, ou retirar dos Estádios, torcedores que estejam exercendo seu direito a crítica e manifestação de pensamento.
Ao Estado de Santa Catarina que não impeça a entrada, ou retire dos estádios, torcedores que estejam exercendo seu direito constitucional de crítica e manifestação de pensamento.
Por derradeiro, ADVERTE que o não atendimento da presente RECOMENDAÇÃO ensejará a adoção das medidas legais cabíveis.
Salienta ainda que as providências adotadas em virtude desta recomendação deverão ser imediatamente informadas a esta Procuradoria da República, ou, no máximo, em 48 horas.
Joinville/SC, 26 de agosto de 2011.
Mário Sérgio Ghannagé Barbosa
Procurador da República

Repórter da Veja Tenta Invadir Apartamento de José Dirceu


Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.

O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto "documentos relevantes". Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome. O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the World tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.

No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.

Invasão de privacidade

O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide. Pereira fez três perguntas:

1 – Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos – ministros, parlamentares, dirigentes de estatais – num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 – Geralmente, de quem parte o convite para o encontro – do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 – Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Preparação de uma farsa

Soube, por diversas fontes, que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo foram procuradas e questionadas sobre suas relações comigo. Está evidente a preparação de uma farsa, incluindo recurso à ilegalidade, para novo ataque da revista contra minha honra e meus direitos.

Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades. Essa revista notoriamente se transformou em um antro de práticas antidemocráticas, a serviço das forças conservadoras mais venais.

BO José Dirceu

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Israel X Palestina - A História Verdadeira


Hoje (23/08) o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o apelo da Palestina para se tornar o 194º país do mundo. No entanto, governantes de países de destaque ainda estão em cima do muro. Somente um esforço gigantesco da opinião pública pode mudar a situação.

A Avaaz fez um pequeno, mas emocionante vídeo mostrando que essa proposta legítima é de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz.

Fonte: Avaaz.org

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PM Identifica Envolvidos em Filmagem de Suspeitos Agonizantes

A Polícia Militar identificou dez policiais militares que estavam no local onde dois homens feridos foram filmados agonizando. Eles são do 38º Batalhão e um deles gravou as imagens, diz a PM. Seus nomes não foram divulgados. O vídeo foi publicado pela Folha.com nesta quarta-feira.

No vídeo, é possível ouvir: "Filho da puta, você não morreu ainda? Olha pra cá! Maldito. Não morreu ainda". A câmera mostra então uma cena forte: um homem pardo, caído, espumando pela boca, com a roupa ensopada de sangue.

Segundo a polícia o caso ocorreu no dia 9 de maio de 2008, no Parque São Rafael, zona leste de São Paulo.

Os homens teriam sido feridos por um guarda civil. Acionada, a PM enviou quatro carros e dez homens para o local.

O homem que aparece espumando pela boca no vídeo é Tiago Silva de Oliveira, e era suspeito de ter roubado R$ 525, dois celulares e um talão de cheques.

Segundo a PM, ele chegou a ser socorrido ao hospital de Sapopemba, mas morreu três dias depois.

O outro homem ferido que aparece no vídeo tem 16 anos e não teve seu nome divulgado. Segundo a PM ele está vivo e foi ouvido sobre o caso hoje.

O major Levi Félix, da Corregedoria da PM, afirmou que o fato de o caso ter ocorrido em 2008 não minimiza sua gravidade.

As cenas estão nas mãos da cúpula da Segurança Pública paulista há duas semanas.

RESISTÊNCIAS

Entre janeiro e junho deste ano, 334 pessoas foram mortas por PMs (em serviço ou não) no Estado de São Paulo. A média diária é de 1,85. Desse total, 241 óbitos ocorreram em casos de "resistência seguida de morte em serviço". No mesmo período, o número de policiais militares mortos (em serviço ou não) foi de 25.

ATENÇÃO: o vídeo a seguir contém imagens agressivas!


"Filho da puta, você não morreu ainda? Olha pra cá! Maldito. Não morreu ainda", diz uma das vozes, enquanto a imagem, em close, mostra a cena forte: um homem pardo, caído, espumando pela boca. Os olhos dele estão paralisados, em choque, com as pupilas dilatadas. A roupa está ensopada de sangue.

Ao fundo, é possível ouvir uma comunicação entre carros da polícia e os nomes Copom (Central de Operações da Polícia Militar) e Rota, grupo especial da PM paulista. Há um veículo Astra, de cor azul, com as portas abertas. Veja, abaixo, as imagens relatadas.

Fonte: Folha/UOL

Opinião dO Cachete:
E o corporativismo continua! Quais são os nomes dos PMs envolvidos??? Governador Alckmim, cadê a transparência??? Essa PM Paulista...

Salvatore Cacciola: O Crime Compensa???

Cacciola livre, leve e solto!
Foto: JADSON MARQUES/Agência Estado

SALVATORE CACCIOLA (DE ÓCULOS) DEU PREJUÍZO DE R$ 1,5 BILHÃO AO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL; PELA QUEBRA DO BANCO MARKA, EM 2005, FOI CONDENADO A 13 ANOS DE PRISÃO; FUGIU DO PAÍS E, APANHADO, CUMPRIU NA VOLTA APENAS UM TERÇO DE SUA PENA; FOI SOLTO AGORA À TARDE; O CRIME COMPENSA?

Por Agência Estado

247 – O ex-banqueiro Salvatore Cacciola deve, à esta altura, estar dando graças aos céus por ser um cidadão brasileiro. E, mais, pelo fato de o Brasil ter uma legislação bastante branda em relação aos criminosos (de colarinho branco - grifo dO Cachete). Nesta tarde, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro divulgou nota informando que Cacciola, de 67 anos, custodiado no Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, deixou a unidade. Ele não foi visto, no entanto, por jornalistas que aguardavam em frente ao complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu na terça-feira a liberdade condicional ao ex-banqueiro, condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta e desvio de dinheiro público. O livramento foi assinado pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi. Em julho, a pena do ex-banqueiro foi reduzida em um quarto, por decisão da juíza Roberta Barrouin Carvalho, da Vara de Execuções Penais. Com a redução, o ex-dono do Banco Marka já teria cumprido um terço de sua pena, o que abriu caminho para pedido de livramento condicional, regime no qual ele cumpriria em liberdade o restante de sua condenação.

Histórico

Dono do Banco Marka, Cacciola foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão pela prática de crimes contra o sistema financeiro. De acordo com o processo, ele teria coordenado uma operação de socorro irregular do Banco Central que teria provocado um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.

Preso preventivamente em 2000, Cacciola se beneficiou de um habeas corpus para ir para a Itália, onde tem cidadania, e de onde não voltou mais, mesmo tendo a prisão decretada novamente. Em 2008, viajou para o Principado de Mônaco para assistir a um campeonato de tênis, onde voltou a ser preso e foi extraditado para o Brasil.

Fonte: Brasil 247

Opinião do Cachete:
Enquanto isso, em Recife, um flanelinha foi condenado em flagrante por extorsão ao cobrar ágio em um ticket de estacionamento de Zona Azul. Pode pegar 9 anos de cadeia!
Foi por isso que eu não quis se advogado como meu pai, nem juiz como o meu avô! Ê, Justiça Brasileira!

Premiê da Índia Pede a Ativista que Pare Greve de Fome

Por Arup Roychoudhury e Alistair Scrutton

NOVA DÉLHI (Reuters) - O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, pediu na quinta-feira ao ativista Anna Hazare que suspenda a greve de fome com a qual reivindica leis mais duras contra a corrupção, e sugeriu que o Parlamento debata as propostas dele, após um aparente rompimento nas tentativas de negociação.

Hazare, de 74 anos, tem a simpatia de milhões de indianos, principalmente da emergente classe média local, cansada da rotina de corrupção e dos escândalos que assolam o governo.

Vários partidos se uniram para pedir a Hazare que interrompa seu jejum público, que já dura dez dias e atrai milhares de pessoas ao enlameado terreno onde ele se encontra, em Nova Délhi.

'Ele se tornou a encarnação do desgosto e da preocupação do nosso povo com o combate à corrupção', disse Singh ao Parlamento. 'Eu o aplaudo, eu o saúdo. Sua vida é preciosa demais, e portanto gostaria de pedir a Anna Hazare que pare o seu jejum.'

Mas Hazare mantém a greve de fome, apesar das críticas de que estaria chantageando um Parlamento legitimamente eleito.

O governo já ofereceu algumas concessões a Hazare no seu projeto de lei contra a corrupção, mas as negociações foram abandonadas sem avanços na quarta-feira.

Na quinta-feira, Singh propôs ao Parlamento que debata a proposta de Hazare, o projeto do governo e uma terceira versão, na busca por um consenso.

Desde o início do jejum, Hazare já perdeu sete quilos, e na quinta-feira estava em condições de falar à multidão. 'Tenho certeza de que não vou morrer até termos uma lei Jan Lokpal (contra a corrupção) (...). Vou continuar lutando.'

Caso a saúde do ativista se deteriore, o governo pode decidir alimentá-lo à força, mas existe o risco de que isso gere protestos ainda maiores.

A crise paralisa as decisões do governo e do Parlamento, e abala ainda mais a popularidade de Singh e do seu Partido do Congresso, em meio a um surto inflacionário e vários escândalos afetando o governo.

Fonte: Reuters

Opinião dO Cachete:
Lendo/Assistindo/Ouvindo o PIG, eu pensava que isso só acontecia em Cuba. Esses comunistas cubanos são uns malvados, mesmo! Mas parece que acontece em outras partes do mundo... Só não entendi por que não se fala nada do Regime Indiano (Castas) nas "Páginas PIGueanas" Brasileiras. E aqui para nós, Greve de Fome na Índia ou na Somália chega a ser pleonasmo, né?! E não resolve absolutamente NADA! Infeliz e lamentavelmente! 

Desculpem se choquei alguém com um pouco de Humor Negro (Não! É Preconceito Racial)... Humor Sinistro (Não! É preconceito contra canhotos!).... Ah, está ficando cada dia mais difícil se expressar no Brasil!

Renato de La Rocha: Retrato de um "Novo" Chile

Caros amigos e amigas.

O povo chileno caiu no "conto da imprensa" e elegeu um discípulo do Pinochet - o direitista Sabastián Piñera. Agora, este mesmo povo, alienado e enganado, está cobrando nas ruas por "melhorias sociais". Os chilenos ainda não aprenderam que governos de direita governam, e sempre governaram, para os ricos e para os amigos.
A grande imprensa (?) braZileira pouco comenta e quando comenta diz que são protestos dos "estudantes". Aliás, a Rede Globo disse o mesmo na época das "diretas já" aqui no Brasil, quando ocorreu um comício que reuniu 1 milhão de pessoas na praça da Sé em Sumpaulo. A Rede Globo disse que era apenas uma "manifestação estudantil".


RETRATO DO NOVO CHILE
Um exemplo de diálogo com os estudantes.

José Nêumanne Pinto - O Jornalista Sem Pescoço - Faz Chacota do Ranking da Forbes

Hoje, durante o Jornalístico SBT Manhã, o Jornalista e Escritor José Nêummane Pinto fez chacota do Ranking de Mulheres Mais Influentes do Mundo da Revista Forbes devido à Presidenta Dilma Rousseff estar em 3º lugar. Colocou coisas como "a influência de Lula em sua eleição" e a " faxina (eu também não gosto dessa palavra machista, Presidenta!) ministerial" de Dilma. E eu pergunto:
a) O que estes fatores tem com o ranking da Forbes?
b) Por que, mesmo o Brasil sendo paparicado pelo mundo,  o Sr, Nêumanne Pinto continua com seu complexo de viralatas?

E este "fi de uma égua" é paraibano!!! Honra tuas origens, sem pescoço "fi de rapariga!".

Giovani de Morais e Silva, direto a assunto! 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Caracas Prende Jornalista Após Publicação de Montagem


Porrada neles, Comandante!!!!

Depois de passar quatro dias presa pelo serviço de inteligência da Venezuela, a jornalista Dinorah Acosta, diretora do semanário 6.º Poder, foi solta ontem em Caracas, em liberdade condicional. Com o editor-chefe do jornal, Leonecis García, ela foi acusada de "instigação ao ódio", após o veículo publicar, no domingo, uma fotomontagem em que altas funcionárias do governo de Hugo Chávez são retratadas como dançarinas de cabaré.

A circulação do jornal está proibida. Um texto satírico, que descrevia com humor os papéis das autoridades no "Cabaret La Revolución", foi publicado com a charge, que retratou as presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, da Ouvidoria Pública, da Controladoria Geral, da Promotoria e do Conselho Eleitoral, além da vice-presidente da Assembleia Nacional. "As poderosas da revolução" dançavam ao som da banda "PSVU" - em alusão ao partido governista. Ao "Mr. Chávez" cabia o papel de retirar "de forma violenta" os "espiões e inimigos que querem comprar o local", diziam trechos do texto. Para a Promotoria, a charge é uma "ofensa à dignidade e ao desempenho de trabalho das mulheres". Até ontem, o editor-chefe do jornal não tinha sido encontrado.

Opinião dO Cachete:
Se essa moda pega... Muito jornalista canalha ia tirar férias penitenciais! Não é Augusto Nunes & Celso Arnaldo (Casal 20 da VEJA), Reinaldo Azevedo, Eliane Catanhêde...???? Ah, Dinorah, Dinorah!!
Porrada neles, @chavescandanga!!!!

Wikileaks Tira a Máscara da Mídia Brasileira e Comprova: Estão à Serviço dos EUA

Teia Livre - Aconteceu o que já era de conhecimento dos menos desavisados. A grande imprensa brasileira foi finalmente desnudada, com tudo comprovado em documentos oficiais e sigilosos. Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade à estes veículos e seus jornalistas, não tem mais.

Novos documentos vazados pela organização WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da estreita relação do USA com o monopólio dos meios de comunicação no Brasil semicolonial. Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, descrito como "o maior grupo regional de comunicação da América Latina", ligado às organizações Globo.

O encontro é descrito como "um almoço 'off the record' [cujo teor da conversa não pode ser divulgado], e uma nota complementar do despacho diz: "Nós temos tradicionalmente tido acesso e relações excelentes com o grupo".
Outro despacho diplomático datado de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e Abraham Goldstein, líder judeu de São Paulo, no qual a conversa girou em torno de uma campanha de imprensa pró-sionista no monopólio da imprensa no Brasil que antecedesse a Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, no que o jornalão O Estado de S.Paulo se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura "positiva" para Israel.

Os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram ainda que nomes proeminentes do monopólio da imprensa são sistematicamente convocados por diplomatas ianques para lhes passar informações sobre a política partidária e o cenário econômico da semicolônia ou para ouvir recomendações.


Um deles é o jornalista William Waack, apresentador de telejornais e de programas de entrevistas das Organizações Globo. Os despachos diplomáticos enviados a Washington pelas representações consulares ianques no Brasil citam três encontros de Waack com emissários da administração do USA. O primeiro deles foi em abril de 2008 (junto com outros jornalistas) com o almirante Philip Cullom, que estava no Brasil para acompanhar exercícios conjuntos entre as marinhas do USA, do Brasil e da Argentina.

O segundo encontro aconteceu em 2009, quando Waack foi chamado para dar informações sobre as conformações das facções partidárias visando o processo eleitoral de 2010. O terceiro foi em 2010, com o atual embaixador ianque, Thomas Shannon, quando o jornalista novamente abasteceu os ianques com informações detalhadas sobre os então candidatos a gerente da semicolônia Brasil.

Escrito por Simone de Moraes

terça-feira, 23 de agosto de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Estadão Assassina Dilma Rousseff


A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.
Faço a descrição minuciosa da foto porque a princípio só contava com uma reprodução de má qualidade (tive que fotografar a página do jornal com uma máquina amadora). Mas um amigo acaba de me mandar a imagem por email – e essa está um pouco mais nítida. Estranhamente, não encontro a foto no site do Estadão. Talvez apareça naquela versão digital para assinantes…
O editor deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai dizer?
Ou, quem sabe, a turma do “Estadão” tenha achado graça em “brincar” com a imagem. No mínimo, um tremendo mau gosto com uma mulher que já passou por tortura na mão de militares, e hoje é a presidenta de todos os brasileiros.
Sintomático que a foto não apareça ao lado da mesma notícia na edição digital. Alguém deve ter pensado melhor e concluído: não vai pegar bem.
Por isso tudo, sou levado a pensar que Freud talvez explique a escolha da foto: a mão militar, na imagem, cumpre a função de eliminar a presidenta. E, com isso, talvez agrade a certa parcela dos leitores do jornal. Passeando pelo site do Estadão, é comum ver a presidenta chamada de “terrorista”. Exemplo, aqui:
Walter Benedette Comentado em: Dilma participa de solenidade em escola de oficiais
20 de Agosto de 2011 | 20h52
A Dilminha tá fazendo certinho, adulando um pouco os milicos, ai eles se derretem todos e se dobram ficando de quatro para a ex-terrorista.
Volto eu. Para essa gente, terroristas não foram os que mataram, torturaram e impediram o país de viver em regime democrático. Não. Para eles, “terroristas” são os que lutaram contra a ditadura.
A foto da página A-7 cumpre o papel de agradar essa gente.
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)