Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

domingo, 15 de agosto de 2010

Reinaldo Azevedo - Um Cínico!


Reinaldo "Smigle" Azevedo

Já falei aqui que a função principal dO Cachete é fazer críticas de colunas políticas com extensão aos blogs sobre esta matéria. Muita gente já me alertou que eu estou fazendo "merchand" para estes blogs e colunas. Mas não vejo assim! Prefiro ver O Cachete como uma forma de abrir olhos dos que ainda tem recuperação intelectual.

Um dos Blogs que me inspiram a continuar a minha saga é o Blog do Reinaldo Azevedo. Em sua postagem mais recente (adoraria chamá-la de última) no seu Blog de Extrema Direita, o pulha veio com um belo discurso sobre o radicalismo de dois analistas que debateram no Entre Aspas da Globonews. Vou dividir este discurso em alguns subdiscursos:

Cinismo Nº 1

"Na semana retrasada, na mesma bancada, Alberto Carlos de Almeida e Paulo Moreira Leite debateram a possibilidade de mudança no cenário das pesquisas etc. Os dois concordaram que a fatura está liquidada. Até aí, bem. Almeida foi de uma agressividade com Serra que me surpreendeu. Digamos que eu fosse, o que é mentira, o “outro lado” do que ele pensa: tratei Dilma com civilidade, apontando o que me desagrada em seu discurso. Ele não! Chamou o tucano de “um genérico” do governo, fazendo alusão a uma marca da trajetória pública de Serra, e chegou a prever uma vitória da petista no primeiro turno com até “20 pontos de vantagem”. No seu discurso, a oposição concentra só defeitos, sem uma só virtude, e o governo concentra todas as virtudes, sem um só defeito."

Análise:
O Reinaldo já tratou a Dilma com civilidade alguma vez???? Já colecionei uma série de adjetivo detratores dirigidos a ela em cada post do seu Blog. Muitos até repetitivos.
A segunda frase grifada em rosa-boiola do post poderia se aplicar exatamente a ele!!! Ele não vê nada de positivo no PT e o PSDB tem todas as virtudes angelicais do universo conhecido!

Cinismo Nº 2
"Não vou dizer que eu espero que a turma da gritaria acabe descobrindo o valor da democracia porque, na verdade, eu não espero. Uma história crítica do pensamento revelaria que as idéias que resultam na criação de um partido como o PT nasceram justamente da negação do valor da democracia. As raízes, estão no bolchevismo e no fascismo — e, pois, na intolerância."

Análise:
Reinaldo Azevedo reclamando democracia???? Por que não permite opiniões contraditórias em seu Blog? Isso seria democrático! E quando detona um comentário menos alinhado a ele, sempre tem o carinho de dizer "mais um petralha". E isso, sim, é intolerância!

Podem me dizer agora: Giovani, você está chovendo no molhado. Eu sei e daí? Mas continuarei com minha saga (que não é mesopotâmica, José Simão) contra o cinismo e o "caradepausismo" destas bestas apocalípticas...

Um comentário:

Esquemas táticos disse...

Giovani, então tenho um material para você.

Você sabe que pesquisar o passado desses colonistas é um de meus passatempos preferidos.

Achei o Carlos Alberto Sardenberg (da Globo, CBN, Globo News e O Globo) contestando o poder da Globo e o método jornalístico de Míriam Leitão. O registro é de 1993, quando ele estava na TV Bandeirantes.

Está lá, numa palestra que ele deu na Fundação Konrad Adenauer no debate "A Mídia e o desenvolvimento da democracia". Fiquei pensando em fazê-lo gastar mais uns reais num sebo, mas...

A boa noticia é que tem uma versão online no Debate 4, que está no http://www.adenauer.org.br/series.asp

Falando sobre os equívocos nas coberturas jornalísticas no painel "O conflito de responsabilidade no jornalismo: A objetividade dos fatos frente à subjetividade das versões", a certa altura ele argumenta:

"Os equívocos que se equivalem mostram os dois lados. Isso é produto ou de burrice, ou de preguiça. Também de má vontade, às vezes de um viés político
etc. O que acaba acontecendo é que o repórter pega o primeiro consultor de plantão, ouve uma explicação em 10 linhas e publica que o plano é o seguinte. Essa eu considero uma das maiores irresponsabilidades éticas e profissionais do jornalista. É aquele que uma vez que tenha as suas trinta linhas prontas, encerra a apuração, dá uma olhadinha ali no caderninho, vê que já deu 30 linhas, encerra a apuração e vai para a redação escrever" (pp. 40-41).

Ouvir "consultores" e publicar tudo não é um dos métodos da Míriam Leitão?

Não ficou nisso, falando sobre o poder da Globo, que não deu voz aos parlamentares que investigaram o acordo do grupo Time-Life com a empresa, Sardenberg diz:

"Tem uma lei em vários países que diz o seguinte, a respeito do que o Jordão falou: é proibido uma empresa ter, numa mesma praça, mais de um veículo de comunicação. Ninguém pode ter na mesma praça, televisão, jornal, rádio, revista. Se o sujeito tem uma televisão, ele não tem mais nada; não tem rádio, não tem mais nada. É uma lei aprovada pelo Congresso, que poderia ser votada e resolveria boa parte desse tipo de problemas".

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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)