Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

domingo, 21 de outubro de 2018

Renan Araújo: Não vai dar em nada, mas já deu em muita coisa!

Renan Araújo
Movimento Médicos pela Democracia
O rei está nu!
Corríamos o risco de chegar o dia 28 e o "Deus acima de tudo, o Brasil acima de todos" vencer as eleições.
Seria a vitória da mentira com cara de verdade. A vitória da hipocrisia.
Ironicamente, a primeira fala que vem da boca do candidato   fraudador em seus programas é uma citação bíblica: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
De repente, surge a verdadeira verdade (isso mesmo!). Um sofisticado esquema de caixa 2 reuniu 156 empresários que  injetou na campanha 12 milhões de dinheiro ilegal para alimentar 40 mil grupos de WhatsApp de fora do país (oh, o patriotismo) com objetivo de disparar mentira, muita mentira contra os concorrentes, claro que dando prioridade máxima ao candidato das forças democráticas e populares.
Imagine os milhões de eleitores que receberam montagens grosseiras, videos editados, frases não ditas, ilícitos não praticados por Haddad e Manuela.
As tias e tios, os jovens do primeiro voto, pessoas humildes que até admiravam o PT e tudo de bom que ele fez pelo povo, bombardeados por falsas informações sistematicamente, diariamente, invadindo as caixas de WhatsApp e formando opiniões deturpadas sobre o processo eleitoral.
Do nosso lado, a resistência. A resistência orgânica, militante. O "trabalho de formiguinha", a tentativa do convencimento. Muitas vezes as conversas gerando desânimo, diante do bombardeio de "informações" recebidas pelos nossos interlocutores.
No WhatsApp o "capitão" virou um homem honesto, Manuela virou um monstro, Haddad virou um terrível chefe de quadrilha e um delinquente amoral.
Não tenho ilusões que essa descoberta com provas robustas de crime eleitoral vá dar em alguma coisa.
Lembremos que desde 2013 estamos sofrendo um golpe contínuo e sistemático.
Dilma foi cassada sem crimes, Lula foi preso sem provas.
A direita, que não tem condições de assumir o poder pelo voto, não permitirá que a eleição seja conduzida democraticamente.
Quem não respeitou decisão da ONU não respeitará esperneio de partidos de esquerda e de movimentos sociais e populares.
"Mas Moro disse que caixa 2 é pior que corrupção". Esqueça que Moro disse isso. "Mas Fux disse que fake news pode levar a cassação de uma chapa". Esqueça que Fux disse isso. Eles já esqueceram. Isso só era válido contra o PT.
Eles fazem parte do golpe e o candidato do golpe é Bolsonaro. Foi ele o único que restou do estoque de golpistas nos últimos dois anos.
Bolsonaro é o último bastião do golpe. É tosco, é incompetente, é grosseiro, é corrupto, é fascista, mas não tem problema para eles. As elites precisam de Bolsonaro para derrotar o povo. E assim o farão.
Não esqueçamos que os Generais, avalistas do "capitão", estão incrustados fortemente no executivo, no judiciário, na vida do país, elevados que foram a "salvadores da pátria" através das mesmas fake news divulgadas pelo mesmo WhatsApp que ora denunciamos aqui.
Então você pode perguntar: por que você diz que já deu certo?
Deu certo porque nós vamos fazer esse final de campanha de cabeça erguida sabendo que não temos no Brasil 50 milhões de fascistas. Nós temos milhões de pessoas enganadas, ludibriadas, iludidas pelo bombardeio de fake news agora denunciadas.
Os que quiserem se manter enganados, cegos, hipnotizados pelas mentiras, que faça mal uso do seu voto.
Os que se permitirem refletir sobre a trama sórdida que os envolveu, sejam bem vindos. O voto em Haddad é bem vindo. Só ele pode tirar o Brasil do caos que se anuncia.
Que venham conosco. Que venham para a democracia.
A verdade vai nos libertar, a verdade vai nos fazer continuar a luta e resistir.
A verdade acima de tudo!

Renan Araújo é Médico e integrante do movimento Medicos e Medicas pela Democracia

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Professo Sivaldo Souza Silva fala sobre o fluxo migratório venezuelano em Roraima

Sivaldo Souza Silva é Doutorando em Engenharia e Saúde Ocupacional pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto/Portugal, Mestre em Tecnologia Ambiental pela Associação Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco (ITEP), Especialista em Comércio Exterior pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Graduado em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal de Roraima. Vice-líder do grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Saúde, Engenharia e Matemática (GPISEM) em cadastramento no CNPQ; tem experiência nas áreas de Matemática, Estatística, Ambiental, Saúde Ocupacional e Elaboração de Projetos de viabilidade econômico-financeiro.

Professor Sivaldo Souza

Sivaldo Souza é candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT-RR) e fala, com exclusividade, ao ContextoLivre sobre a situação do fluxo migratório venezuelano no estado de Roraima e sobre as implicações que esse fenômeno político-social e econômico representa para a sociedade roraimense.

ContextoLivre – Estima-se que Roraima abriga cerca de 70 mil venezuelanos, o que corresponde a 20% da população do estado. O estado tem estrutura para comportar tantos imigrantes?

Prof. Sivaldo Souza – Infelizmente, o estado de Roraima não está estruturado para receber, num curto espaço de tempo, tantos imigrantes venezuelanos – diga-se, de passagem, que também recebemos imigrantes da Guiana ainda que em menor escala. Na verdade, pelo porte, pela infraestrutura na área de saúde, na área de educação, esse percentual corresponde a, mais ou menos, 15% da população. Esse número significa um acréscimo muito grande num lapso muito pequeno de tempo. A solução, para desafogar a estrutura de suporte à saúde, à educação, à moradia, e de infraestrutura como um todo, deve ser, realmente, uma política de transferência e redistribuição desse universo populacional de imigrantes venezuelanos para outros entes da federação, porque o estado não tem estrutura para comportar esse fluxo migratório vindo do país vizinho.

Roraima tem um plano de desenvolvimento para lidar com esse fluxo?

– Roraima não tem um plano de desenvolvimento para um evento desse porte. Na verdade, poderia até dizer que, se existisse um plano, esse fluxo migratório seria até benéfico porque incorporar na economia mão de obra com muita qualificação profissional – há venezuelanos muito qualificados – que não custou nada para o estado. Roraima é um estado cujo tamanho em termos de área territorial é enorme. Então, do ponto de vista geográfico, o estado comporta um acréscimo na população. Mas, para isso, é necessário ter um plano de desenvolvimento e, nesse plano de desenvolvimento, deveríamos olhar para a Venezuela como um momento de oportunidade e não como um problema, já que o PIB da Venezuela é muito maior do que o do estado de Roraima. Então, se se incorpora mão de obra qualificada e se tem um plano de desenvolvimento que leve em consideração os arranjos produtivos locais, teríamos um momento de oportunidade extraordinário. É necessário, dessa forma, repensar essa política de análise de imigração. Entretanto, para isso, o estado teria de possuir um plano de desenvolvimento que contemplasse não apenas a capacidade de exportar e importar para a Venezuela, mas também levar em conta que há outro país que faz fronteira com o Roraima, que é a Guiana. Tanto a Venezuela quanto a Guiana poderiam ser duas bases de exportação e, para isso, é fundamental resolver outra questão do estado que é a segurança energética. Esse problema energético possui várias soluções, mas o Brasil optou pela confrontação e não pela cooperação. A questão energética de Roraima, por ser o único estado do Brasil que não está interligado ao sistema elétrico nacional – Sistema Interligado Nacional (SIN) – é muito grave, pois dependemos da energia produzida na Venezuela e, nesse momento, a central elétrica de Guri está com problema em sua manutenção e a crise venezuelana está se agravando. Uma política inteligente seria basicamente o que foi feito com o Paraguai: participamos da construção de Itaipu e colaboramos para desenvolver o Paraguai. Esse país faz fronteira com o Brasil, tem fluxo migratório, porém, como há desenvolvimento dos dois lados, não são vistos problemas como os que se veem hoje na relação Roraima-Venezuela. Deveríamos trabalhar para recuperar a economia venezuelana, fazendo uma interação com a nossa economia e, aí, eu incluiria também a Guiana. Com esse país, teríamos a opção de um porto de águas profundas que serviria de ponto de exportação para nossos produtos agropecuários. Quer dizer, esse momento poderia ser visto como um momento de oportunidade, mas o estado não tem um planejamento, e o Brasil, também, nos últimos dois anos, acabou com o que tinha de plano crescente de desenvolvimento.

Como o estado pode se beneficiar desse fluxo e quais seriam os caminhos para isso?

– Sim. O estado pode e deveria se beneficiar desse fluxo migratório. Como eu já coloquei, a Venezuela tem um PIB enorme, tem uma natureza belíssima, é um país dotado de um potencial turístico enorme, possui um setor hoteleiro muito grande, e nós temos, no estado de Roraima, uma população de apenas 500 mil habitantes. O estado precisa aumentar sua população, porque o desenvolvimento necessita também de mais mercado consumidor. Um estado cujo tamanho corresponde, por exemplo, ao Reino Unido, é um estado que precisa ser mais povoado. E a forma de se beneficiar desse fluxo migratório é levar em conta a grande quantidade de mão de obra qualificada, analisar os arranjos produtivos locais, ver que nós temos uma grande potencialidade no setor agropecuário, no setor da agroindústria e temos um grande potencial turístico. Podemos ser, também, um polo de desenvolvimento de produtos de alta tecnologia para exportação, porque estamos a uma pequena distância do maior mercado consumidor mundial, que é os Estados Unidos. Por outro lado, temos, também, todo o Caribe aqui perto do estado de Roraima. Agora, o estado não tem população nem mão de obra qualificada suficiente, ao passo que a Venezuela possui uma parte dessa população, que já está em Roraima, com muita qualificação, buscando qualquer forma de sobreviver por conta da crise. Seria necessário, na verdade, repensar essa questão do fluxo migratório, essa política de imigração, mas, para isso, teria que ter um plano de desenvolvimento para o estado. Infelizmente, o que se vinha construindo de política de desenvolvimento para a região, quando o Michel Temer assumiu o poder, ele foi para uma outra linha de ação que foi basicamente de confrontação, de subserviência aos Estados Unidos, ideologizou algo que deveria estar no plano econômico. E aí a situação do estado se agravou. Quanto à questão energética de que já falei, teríamos de interligar Roraima ao sistema elétrico nacional ou então investir na manutenção da central elétrica de Guri, que abastece 10 dos 15 municípios de Roraima, incluindo Boa Vista; trabalhar a questão de energias alternativas por conta das grandes distâncias que se têm em relação às áreas mais afastadas, mais rurais. Deveríamos nos aproveitar desse fluxo migratório de outra forma. Estamos perdendo um momento importante para o desenvolvimento do estado de Roraima.



Há grande insatisfação da população roraimense com a presença de venezuelanos. No mês passado, moradores do município fronteiriço de Pacaraima atacaram e expulsaram alguns imigrantes. Considera esse um ato xenófobo (crime previsto no artigo 20 da Lei Federal 7.716/89)?

Hoje, há uma insatisfação da população com o grande fluxo migratório de venezuelanos. Mas eu não consigo enxergar o estado, o seu povo em sua maioria, como tendo características xenófobas. Na verdade, Roraima é uma grande mistura de povos. Temos gente de todos os estados da federação e até pouco tempo atrás esse convívio, entre roraimenses e venezuelanos, era natural. Venezuelanos moravam em Roraima, roraimenses moram na Venezuela. Agora, o Brasil passa por um momento político muito especial que permite que uma pequena parte da população se porte como xenófobo, com um comportamento mais hostil contra os imigrantes. Esse percentual é xenófobo mesmo, intolerante. Relativamente ao caso de Pacaraima, considero que vários fatores contribuíram. A cidade tem em torno de 10 mil habitantes com 1.200 imigrantes vivendo na rua ou em abrigos, alguns mais ou menos estruturados, outros improvisados. O acréscimo é muito grande para uma cidade que não tem o suporte para dar atenção a essa população. O fato concreto é que não há entendimento entre o governo federal e o estado, além de interesses políticos em acirrar os ânimos. Alguns agentes políticos, que dominam a política do estado, querem, de alguma forma, uma confrontação. Essa confrontação tem a ver com a busca de votos e aí se jogam os habitantes uns contra os outros. Como não há um controle no fluxo migratório, pessoas de diversas índoles estão entrando no país, entre esses imigrantes, evidente, há aqueles que não têm um comportamento decente enquanto cidadão. E, em Pacaraima, o acréscimo de crimes diversos – furtos, roubos, latrocínios – recai sobre os venezuelanos. Isso vai se agravando e aí você pega algumas pessoas que usam essa situação para incendiar a população e aconteceu o que se divulgou em rede nacional. Mas, reafirmo, não considero que a maioria da população seja xenófoba. Há uma insatisfação porque o estado não suporta o fluxo migratório e não se planejou. O governo federal deveria dar suporte para o estado, porque Roraima não teria condições financeiras de comportar um acréscimo tão grande na população. Mas tudo vira um jogo político e não uma política social, uma política humanitária, uma política de desenvolvimento.

O poder público estadual é responsável por tratar do problema do fluxo migratório venezuelano ou essa é uma questão que diz respeito, exclusivamente, à esfera do governo federal?

– O fluxo migratório, neste caso, é uma política entre países. Mas como acontece pela fronteira de Roraima, o estado também participa, embora todo o controle na fronteira deva ser feito por instituições federais (Polícia Federal, Receita Federal e a Guarda Nacional quando for destinada para esse fim). Agora, a partir do momento que entra no Brasil, passa a ser, também, um problema do estado de Roraima. Essa ação deveria ser uma ação conjunta envolvendo as nações (Brasil, Venezuela), o ente federativo (Roraima) e a própria ONU. O grande desafio é que, em termos nacionais, o Brasil optou por não buscar soluções negociadas para minimizar essa questão. O Brasil optou por buscar a confrontação. O governo estadual, por outro lado, tem um problema de gerenciamento, um problema próprio do estado que é não ter se preparado para essa situação. Esse fluxo já vem acontecendo há algum tempo, só chegamos a um volume considerável agora, mas não é recente. Então, você tem a ausência de agentes políticos, tanto do estado como do governo federal, e aí deixam o problema se avolumar esperando que as coisas se acomodem. Entretanto não se tem um mercado consumidor que consiga acomodar esse contingente de imigrantes sem uma política de investimento na infraestrutura, na capacidade de atendimento nas áreas de saúde, de educação, de moradia, enfim, um planejamento de desenvolvimento capaz de incorporar essa mão de obra migratória. Dessa forma, vejo como um jogo de “perde-perde”. O estado de Roraima e a União são dois agentes que não estão correspondendo ao momento histórico, não estão à altura do problema, não dialogando de forma construtiva. Então, é um problema que ainda vai demandar um tempo para ser resolvido.

A mídia corporativa brasileira tem dado destaque à Venezuela como sendo uma ditadura levada a ferro e a fogo por Nicolás Maduro. O senhor concorda com a veiculação dessas informações?

– Não concordo que a Venezuela seja uma ditadura. Na realidade, se observamos a história da Venezuela, constataremos que o país costuma respeitar às regras democráticas. Agora, a mídia brasileira registra os fatos, deturpando-os inúmeras vezes, conforme sua conveniência ideológica e de conluio com certa política de alinhamento com os interesses dos EUA e de certo segmento político brasileiro. Para grande parte da mídia corporativa brasileira, alguns são aliados, e outros não, ao sabor da conveniência discursiva e de benefícios financeiros que o apoio das pouquíssimas famílias que controlam o setor midiático brasileiro pode auferir. Os interesses são abjetos, são escusos. Portanto, a discussão não se circunscreve ao fato de a Venezuela ser ou não ser ditadura. Jamais se ouviu falar que alguns países muçulmanos ou africanos são uma ditadura pela mídia brasileira, porque para ela é conveniente não noticiar isso. A Venezuela tem um presidente democraticamente eleito. O processo democrático seguiu seu rito. Alguns países questionam, porém, quando se faz uma análise mais profunda, perceberemos que essa veiculação de que a Venezuela é uma ditadura está plantada em interesses econômicos maiores num um xadrez geopolítico que tem como protagonista os EUA. Garanto que, se a Venezuela não tivesse tanto petróleo, eu diria que essa discussão seria relegada à margem de fatos noticiosos sem nenhuma importância para as grandes nações que necessitam desses recursos naturais, principalmente os EUA. A mídia falseia a verdade. Em função desse panorama de pressão externa e com as sucessivas tentativas de golpe contra Nicolás Maduro patrocinadas pelos EUA, a democracia, sem dúvida, começa a se enfraquecer. O fato é que não há na Venezuela lideranças que façam o contraponto ao atual presidente. Podem-se questionar os problemas advindos da gestão de governo, da condução de política econômica, mas jamais dizer que na Venezuela existe uma ditadura, como a mídia insistentemente tem propagado de maneira falseadora e criminosa do ponto de vista de um jornalismo sério e imparcial que se espera.

domingo, 29 de abril de 2018

Prazeres Barros: Pernambuco, o PT e as Eleições 2018


Até o momento, eu não tinha me posicionado sobre as eleições em Pernambuco, não era nem continua sendo minha prioridade, mas vamos começar a discutir agora.
Pra quem não é de Pernambuco, é bom fazer um breve panorama de 2006 até os dias atuais, para quem é daqui, bora lembrar.

2006 – Disputa o governo os candidatos Humberto Costa pelo PT, Eduardo Campos pelo PSB e Mendonça Filho pelo PFL. Humberto Costa liderava com folga o primeiro lugar, seguindo por Mendonça e lá bem atrás, vinha Eduardo Campos. Lula veio a Pernambuco e pediu votos para os DOIS – Humberto e Eduardo -. Em plena ascensão, Humberto Costa é abatido com o escândalo da Máfia dos Vampiros (inocentado um tempo depois). A denuncia foi atribuída a Mendonça Filho, mas eu nunca acreditei e tinha razão pra isso. Resultado: Eduardo Campos do PSB ganhou a eleição.

2010 – Eduardo Campos concorre à reeleição, tem como candidatos a senadores, Armando Monteiro do PTB e Humberto Costa do PT. Armando Monteiro coloca Douglas Cintra do PTB como seu suplente, mas “estranhamente” ao candidato do PT Humberto Costa, o suplente foi uma escolha do PSB. Joaquim Francisco, ex Arena, PDS, Prefeito Biônico, ex-pfl e na ocasião, filiado ao PSB. Novamente o PSB ditando as regras e o PT avido por cargos, sucumbiu aos olhos azuis do poder.

2012 – Ano emblemático para o PT Recife. O então Prefeito João da Costa do PT foi impedido de concorrer à eleição pelo próprio partido. Aproveitando a disputa interna do partido, o então governador Eduardo Campos do PSB, lançou um candidato do seu partido que foi eleito com os votos de muitos do PT. Mesmo com esse OPORTUNISMO do PSB, o PT continuou com a aliança – afinal, eram centenas de cargos ocupados no governo e nas prefeituras da capital e interior-.

2014 – O PT, após muita subserviência, muita humilhação, foi praticamente chutado do governo do PSB, restando “romper” em meados de 2013 – mas “esquecendo-se de entregar centenas de cargos até hoje-”. Era também a reeleição de Dilma e Eduardo Campos também era candidato, ou seja, seria incompatível manter-se ao lado de alguém que só tinha um objetivo: DESTRUIR o PT.

Chegamos a 2016, um ano e poucos meses sem Dilma conseguir governar e GOLPEADA pelo Congresso. Não podemos esquecer que durante o ano de 2015, o deputado Heráclito Fortes do PSB revelou que CONSPIRARAM para derrubar Dilma, leiam o link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,g-8-do-impeachment-teve-reunioes-durante-um-ano,10000026435 Entre os CONSPIRADORES, estavam Fernando Bezerra Coelho, na época senador do PSB/PE e Tadeu Alencar, deputado Federal pelo PSB/PE.

Quem não lembra que o governador Paulo Câmara do PSB, exonerou os secretários para assumirem seus mandatos e votarem a FAVOR do GOLPE? ..http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1755790-governador-de-pe-libera-4-secretarios-para-votarem-pelo-impeachment.shtml.

Quem não se lembra do Prefeito Geraldo Júlio do PSB, gritar histérico no Marco Zero: “TIREM AQUELA MULHER DE LÁ”.

Como esquecer os muros escritos: “ O PT MATOU EDUARDO”.

O GOLPE foi CONSUMADO. Vivemos num avanço fascista jamais imaginado no país. A cada dia, perdemos DIREITOS e CONQUISTAS. Nosso país tá sendo ENTREGUE ao capital estrangeiro praticamente de graça. Temos o congresso mais CORRUPTO do planeta, um presidente traidor e comprovadamente LADRÃO. Uma “justiça” que age a partir das suas convicções ideológicas e fascistas, desrespeitando completamente a Constituição do país. A perseguição às pessoas do campo progressista, a homofobia e o racismo descarado, a violência à mulher, juventude negra da periferia sendo exterminada, tudo por conta de um GOLPE apoiado pelo PSB.
Em Pernambuco, assistimos ao noticiário sobre os desvios de milhões de Suape, da Copergás, da Arena, da Abreu e Lima, da merenda estragada e servida nas escolas para crianças pobres, o assalto público na saúde com as OS, a violência sem controle que faz de Pernambuco, um dos lugares mais violentos do planeta, um avião que caiu e até hoje não se conhece o dono. Mesmo com tudo isso causado pelo PSB, uma parte do PT insiste em fazer aliança.

Qual ou quais argumentos usam? O “projeto nacional é mais importante”.
MENTIRA!

Qual projeto nacional cara pálida? O MEU projeto é Lula livre da cadeia – cujo GOLPE foi fundamental para isso acontecer e onde o PSB foi FUNDAMENTAL para que se concretizasse-.

Bora ser honestos ao menos uma vez na vida? A defesa da aliança com o PSB é exclusivamente isso:

1. Cargos no Governo
2. Estrutura de Campanha
3. Medo de perderem o protagonismo no partido.

Se for para brincar de fazer politica ou desmoralizar a militância, vamos colocar as regras do jogo as claras, tais como:

a- Não a aliança com o PSB (nem preciso citar os outros Golpistas).
b- Candidatura própria com aliados do campo progressista (coisa que o PSB não é)
c- Data limite para essa decisão – Dia 12 de Maio
d- Fazer campanha CONTRA para quem defender aliança com o PSB.
e- Denunciar qualquer tipo de pressão ou constrangimento aos delegados que irão participar do Encontro.
f- Por fim, bora tomar VERGONHA na cara que tá ficando feio.

#LULALIVRE, #NÃOAOPSB, #FORAGOLPISTAS.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Caroline Arcari: “Fui bela, recatada e do lar. Votei no Serra…”

Caroline Arcari
Escritora
Depois desses dias lamentáveis senti que precisava escrever. Não só porque sou escritora (rs), mas porque recebi muitas mensagens inbox questionando meu posicionamento político: desde comentários indignados, memes irônicos, violentos até xingamentos dos mais diversos.
Escrevo mais pra aliviar meu coração do que pra prestar contas àqueles que me escreveram com tanta indelicadeza e ódio.
Eu nasci num berço privilegiado. Tive uma educação conservadora, fui evangelizada nos preceitos do espiritismo, estudei nos melhores colégios particulares de Curitiba e casei com um médico aos 19 anos. Fui bela, recatada e do lar. Votei no Serra. Achava que o sistema de cotas era vitimismo. Falava que era feminina, jamais feminista. Repetia a máxima: não dê o peixe, ensine a pescar. Já achei Bolsa Família uma máquina de produzir pobres preguiçosos. Já fiz piada sobre nordestinos e baianos e já acreditei em “racismo reverso”. Também já falei que sucesso escolar dependia de escolhas e levantava a bandeira da meritocracia como se ela fosse um mecanismo das leis da natureza, simples assim. Nos almoços de família, sentia minhas teorias sobre a “grande mudança social” validadas por pessoas que pensavam como eu. Os churrascos eram agradabilíssimos.
Um belo dia, aceitei uma proposta de trabalho, lá no interior de Goiás, para fundar e administrar um projeto social que atendia crianças e adolescentes da periferia de Rio Verde. Foi a primeira vez que aquelas teorias vociferadas no churras de domingo foram postas à prova. Era o meu momento de mostrar pro mundo que, com 27 anos, eu sabia exatamente o que estava fazendo. Bom, eu não sabia. E como não temos uma temporada da Netflix pra desenvolver esse post aqui, basta dizer: MINHAS TEORIAS CAÍRAM POR TERRA.
Caíram por terra quando um aluno recém chegado da Paraíba com uma vontade enorme de estudar era obrigado a entregar drogas na vizinhança sob ameaça de que suas irmãs seriam estupradas se ele não o fizesse – a polícia fazia parte do esquema – descobri que esforço pessoal não era o problema desse garoto.
Caíram por terra quando eu encaminhei alunos pra estágio de jovem aprendiz e, de um grupo de 4 adolescentes, somente o menino negro não conseguiu entrar, apesar de ter competências muito semelhantes às dos colegas. Caíram por terra quando um aluno (veja só, também negro) desapareceu pq foi trancado E ESQUECIDO numa sala de aula como método corretivo por não ter copiado a tarefa de matemática. – descobri que o racismo é um fenomeno estrutural e institucionalizado e que as especificidades da população negra exigem políticas de ação afirmativa, como as cotas, que tentam diminuir as desigualdades e restituir direitos negados há seculos.
Caíram por terra quando eu dei colo pra uma menina que só dormia em sala de aula e com péssimo rendimento escolar porque ela fazia todo o trabalho doméstico para os homens da casa, além de ser abusada sexualmente pelo avô todas as noites – descobri que a violência contra meninas é uma questão de gênero e que o olhar feminista é imprescindível para entender e enfrentar esse fenômeno.
Caíram por terra quando eu soube que nenhuma das famílias atendidas havia parado de trabalhar para receber 90 reais de Bolsa FAmília, mas que esse valor era muito importante para complementar a renda no mês – descobri que as exigências educacionais e as condicionalidades na área da saúde eram cumpridas pelas famílias – criança na escola, vacinas em dia e acompanhamento do crescimento no posto de saúde.
Caíram por terra quando fui no hospital visitar 2 alunos, irmãos, negros, atingidos por bala perdida, um deles ficou paraplégico – descobri que jovens negros são exterminados, EXTERMINADOS no Brasil.
Caíram por terra quando minha aluna mais querida caiu nas garras da exploração sexual e passou a cometer delitos, na tentativa de fugir dos abusos que sofria de todos os homens da família dela.
Foram 10 anos de Escola de ser. E foi lá que eu conheci um pouco do mundo como ele é. É muito fácil defender uma visão política toda trabalhada na meritocracia e bem estar individual quando você faz três refeições por dia, tem casa própria ou não sofre para pagar o aluguel, um salário razoável e uma perspectiva de futuro. Eu já estive nesse lugar e me sinto profundamente constrangida por isso.
Não sou especialista em Sociologia, Economia, Política e Direito, mas hoje meu posicionamento político é baseado na minha experiência profissional e em todas as leituras que dedico para entender o cenário político atual, de grandes e renomados estudiosos, juristas, pensadores, assim como me interessa ouvir o que as minorias constantemente atingidas pela desigualdade social têm pra falar e reivindicar. Não me sinto a dona da verdade por isso, mas entendo que esse esforço me aproxima de uma visão de mundo mais coerente, realista, responsável e conectada com o coletivo.
O Brasil tem uma história colonialista, escravocrata, conservadora, militarista que mostra uma inclinação antiesquerdista predominante, da qual eu quero distância, nem que isso custe os churrascos com amigos, uma vida mais solitária (porém mais coerente) e xingamentos inbox.
E embora eu não santifique Lula nem venere o PT, eu sou de esquerda. ESQUERDA. Nesse contexto, desde o impeachment de Dilma à prisão de Lula, repudio todo o processo que culminou num golpe que flerta com a ditadura, num despotismo judicial concretizado numa condenação sem provas e na constante ameaça ao Estado democrático de direito.
Eu reafirmo a minha posição: SOU DE ESQUERDA.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Luiz Felipe: O Fim da Corrupção no Brasil

Luiz Felipe Morais
Engenheiro Mecânico
Hoje é um dia muito especial. O dia em que a corrupção foi varrida do Brasil.
Acordei cedo e saí de casa andando. Várias pessoas mexendo no relógio de luz de suas casas desmontando os macacos (no resto do Brasil chamam de gato) de luz. Nas lixeiras da cidade, muitos aparelhos que captam sinais de canal de tv fechada. Pilhas e pilhas de dvd pirata nas caçambas de papa metralha. Contadores de várias empresas estão todos estudando como calcular o imposto real devido sem fazer maquiagem para sonegar. A UNE recebeu toneladas de carteirinhas de estudante que foram devolvidas por não estudantes.
Até a rua da minha casa deixou de vir carros na contramão.
As empresas avisaram a seus funcionários que não podem mais ter desvio de função. Compras milionárias de EPIs pra proteger melhor seus funcionários. Hora extra? Só pagando agora. A arrecadação do INSS vai dobrar, já q os latifundiários e donos de minas resolveram registrar todos os seus funcionários. Acabei de receber do banco uma mensagem de que estão devolvendo todas as taxas cobradas irregularmente. A minha operadora deixou de me roubar créditos.
Os policiais que assassinaram 111 presos no Carandiru foram condenados hoje.
O auxílio moradia pra ricos juízes que têm casa própria foi banido.
Muitos Médicos deixaram seus empregos particulares pra poder cumprir seu horário no serviço público.
Engenheiros e arquitetos deixaram de receber comissão de lojas que indicaram pros clientes.
Compradores das empresas deixaram de preferir os fornecedores que mandam uma garrafa de whisky todo mês pras suas casas.

Ufa, viva o Brasil dessa gente de bens!

terça-feira, 27 de março de 2018

Vinícius Carvalho: Comunismo acaba quando acaba o dinheiro???

Como é mesmo aquela história que o Comunismo acaba quando acaba o dinheiro???

Olavo de Carvalho
Canalha e astrólogo
"Olavo de Carvalho, um dos mentores e maiores responsáveis pela formação da nova direita brasileira (só a roupagem, as ideias são mais velhas que posição de cagar), é defensor atávico do neoliberalismo, do estado mínimo e da privatização do sistema de saúde brasileiro, bem como a privatização de todo o resto...
O astrólogo e "filósofo" mora nos Estados Unidos, país onde não existe sistema público universal de saúde, e os custos hospitalares são astronômicos. Neste final de semana, o pernóstico teve uma forte complicação no sistema respiratório e está internado...porém, a família não tem condições de pagar os custos da internação, e por isso sua família está implorando para que seus entusiastas façam uma vaquinha online para mantê-lo no hospital. Gente que quer acabar com o SUS no Brasil...
Venha para o Brasil, Olavão. O SUS te aguarda de braços abertos, e aguarda mesmo, aqui, aos trancos e barrancos você será atendido.
Acho que, segundo seus próprios preceitos filosóficos e ideológicos, ele não se esforçou o suficiente. A meritocracia pune. Ahhhh o sistema privado de saúde, que delícia. Só o capitalismo tem esse charme, corrupto mas gostoso.
Caso parecido com o do Diogo Mainardi, que vive de tentar promover o estado mínimo no Brasil, mas vive na Itália para tratar de graça o filho com paralisia cerebral na rede pública...Ou seja, ele não quer para o povo brasileiro o mesmo estado de bem-estar social que ele e sua família usufruem na Europa."

Clique aqui para acessar a página do Vinícius Carvalho no Facebook

quinta-feira, 8 de março de 2018

Sobre os Golpes de 1964 e 2016

Fantoches do Poder do Capital
Estou cada dia mais convencido que a Ditadura instalada no Brasil em 1964 não era militar. Havia algo maior atuando nos bastidores. Os militares foram apenas os feitores da Casa Grande no processo engendrado pelo Plano Condor. Não estou querendo diminuir a responsabilidade dos militares pelas atrocidades por eles cometidas. Jamais. Estou até aumentando este comprometimento. Faziam todo o serviço sujo! Podre!

Manifestoches de 2016
Hoje, 2016 - 2018, os mesmos grupos que atuaram no Plano Condor atuam novamente. Desta vez com o Plano Atlanta. Mais completo. Mais formatado. Adequado à fase histórica. Ainda com os militares na extremidade. Prontos para atuarem no instante adequado. O braço armado caso tudo tenha qualquer chance de dar errado por reação popular. Do povo. Que sempre será rotulado como subversivo ao lutar pelos seus direitos civis e constitucionais.
Entretanto, a complexidade do novo Plano exigiu a participação do Poder Judiciário. Era necessário o "aroma" da legalidade para dar uma certa credibilidade ao "público brasileiro". Que só assiste a tudo... Rindo ou chorando... A medida que haja comédia ou drama. 
Com, novamente, todo apoio da mídia partidarizada e venal.

"Com o STF... Com tudo!" - Romero Jucá

quinta-feira, 1 de março de 2018

Um exercício mental que simplifica entender a situação da Venezuela e de Cuba

Resultado de imagem para bandeira da venezuela

Imaginemos, a título de exercício mental, que você more em um apartamento no segundo andar de um prédio. À noite, eu que sou louco para comprar teu apartamento com preço baixo, vou até sua porta e troco o segredo da fechadura. Você não pode sair de lá para comprar remédios, comida, água e não pode levar seus filhos para a escola. Toda comida que você ainda recebe é enviada por um vizinho caridoso que divide alguma coisa com você e joga a comida pela janela. 
É justo que, numa situação destas, eu saia espalhando pela vizinhança que você não é um bom pai/mãe porque não está alimentando seus filhos, não os leva para a escola, não compra comida para eles, não compra remédios para eles, ainda te denuncio no Conselho Tutelar e faço reclamações ao Síndico porque você não está pagando Condomínio e peço para que o seu imóvel seja levado a Leilão??? Não... Não é justo!
Ok. Sejam bem vindos à situação de Cuba e da Venezuela!
O resto é puro cinismo!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Augusto Nunes: A Barriga do Patife-mor da Revista VEJA

Não! Não é o Kiko, o amiguinho do Chaves!
É o Jornalista (?) Augusto Nunes
O CANALHA, jornalista, chamado Augusto Nunes na semana passada postou uma matéria que dizia "Congresso de Adis-Abeba só existia na cabeça do Lula" (https://veja.abril.com.br/…/o-congresso-em-adis-abeba-so-e…/). 
Entretanto, ao clicar neste link, você será enviado para outra matéria (https://veja.abril.com.br/…/lula-inventou-a-reuniao-na-eti…/) cuja chamada é "Lula falaria de fome no congresso sobre corrupção", onde o citado jornalista faz uma espécie de correção sem dar a devida importância da mentira escrita e divulgada. Sim! O Congresso existiu!! Nesta matéria, o patife trata a mentira como "um equívoco"... Mas não perde a oportunidade de agredir o Lula como sempre fez em toda a sua carreira!
Já tive problemas no passado com este cidadão e narrei aqui no meu Blog (http://www.ocachete.org/…/o-dossie-giovani-uma-ameaca-de-au…). 
É um ser abjeto, de baixo nível e sem nenhum caráter para chamar de mau.
Um pilantra!
Escrevi nos comentários da matéria:
"Uma pergunta… O link que eu cliquei dizia “Congresso em Adis-Abeba só existia na cabeça de Lula”… Onde está a matéria original do link? Então era mentira? Existia o Congresso tanto fisicamente quanto na cabeça de Lula???
Barriga do Jornalista, inverdades ou pura má intenção???
Por isso, e por tantas outras, nossa imprensa está indo ladeira abaixo…"

No aguardo da réplica do vigarista!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)